Professor é indiciado por estupro de vulnerável contra alunas em escolas de Itaqui

Investigação aponta que o homem aproveitava a posição de autoridade para realizar toques inadequados em adolescentes de 12 e 13 anos; crime ocorreu em 2025

29 mai 2026 - 12h36

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu dois inquéritos policiais e indiciou formalmente um professor da rede municipal de ensino de Itaqui, na Fronteira Oeste do Estado, pelo crime de estupro de vulnerável. O homem é acusado de praticar atos de conotação sexual contra duas estudantes, de 12 e 13 anos de idade, no interior de salas de aula. O indiciamento traz ainda uma causa de aumento de pena pelo fato de o investigado exercer a condição de preceptor das vítimas.

Foto: Freepik / ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

De acordo com o relatório policial, os abusos foram cometidos nos meses de setembro e outubro de 2025, em duas instituições de ensino distintas do município. O caso chegou ao conhecimento das autoridades de segurança por meio do Conselho Tutelar, que foi acionado de forma conjunta pelas famílias das adolescentes e pelas direções das escolas.

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Modus operandi e abalo emocional

As investigações detalharam o padrão de abordagem utilizado pelo professor para cometer os abusos sem levantar suspeitas imediatas:

Pretexto pedagógico: O investigado utilizava sua posição de autoridade em sala de aula para se aproximar individualmente das adolescentes sob a justificativa de prestar "explicações pedagógicas".

Contatos físicos e constrangimento: Durante essas abordagens, ele realizava toques inadequados e progressivos sobre os corpos das menores, além de desferir olhares fixos e manter uma aproximação física excessiva.

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Uso de doces: Depoimentos de testemunhas e de outros estudantes confirmaram que o homem oferecia doces de forma insistente para tentar quebrar a resistência das vítimas e forçar um vínculo de confiança.

O impacto do comportamento do professor causou severo abalo emocional nas estudantes. Uma das adolescentes, tomada pelo temor do agressor, chegou a interromper completamente a frequência às aulas ministradas pelo indiciado.

Enquadramento legal e próximos passos

A autoridade policial tipificou a conduta do professor no artigo 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável), que abrange a prática de qualquer ato de teor sexual com menores de 14 anos, independentemente de haver consentimento ou violência física explícita. A pena prevista na legislação pode ser severamente agravada devido à relação de ensino, responsabilidade e autoridade que o profissional detinha sobre as alunas.

Com a conclusão dos inquéritos, o relatório final foi remetido ao Poder Judiciário. O caso agora corre sob a análise do Ministério Público do Rio Grande do Sul, órgão responsável por oferecer a denúncia formal à Justiça, que avaliará também a necessidade de decretar a prisão preventiva ou outras medidas cautelares contra o professor.

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Em nota oficial, a Polícia Civil gaúcha defendeu o rigor na apuração de crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes e enalteceu a parceria com a comunidade escolar e o Conselho Tutelar para cessar as agressões.

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