Por que não pode pular nas águas das Cataratas do Iguaçu? Entenda os riscos

Após brasileiro se arriscar para buscar um celular perdido, administração do parque reforça que acesso às águas é proibido

8 jun 2026 - 12h02
(atualizado às 12h08)
Turista pulou nas Cataratas do Iguaçu para pegar celular
Turista pulou nas Cataratas do Iguaçu para pegar celular
Foto: Reprodução/Redes Sociais

As águas das Cataratas do Iguaçu atraem milhões de visitantes todos os anos, mas entrar no rio em áreas próximas às quedas é uma atitude proibida e considerada de alto risco. Além de correntezas fortes, o local possui trechos de difícil acesso e pontos que podem colocar em perigo tanto os turistas quanto as equipes responsáveis por eventuais operações de resgate.

O tema ganhou destaque neste fim de semana após um turista brasileiro se pendurar em uma passarela e entrar no Rio Iguaçu para recuperar um celular que havia caído na água. O episódio ocorreu na manhã de sábado, 6, e repercutiu nas redes sociais. 

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Segundo a concessionária responsável pela visitação no lado brasileiro, a situação foi rapidamente controlada pelos bombeiros civis que atuam no parque. Ainda conforme o comunicado, os profissionais orientaram o visitante sobre os procedimentos de segurança e o acompanharam até o fim do passeio. Em seguida, ele foi retirado do parque.

Turista pula nas águas das Cataratas do Iguaçu para pegar celular
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Por que é tão perigoso entrar na água?

Embora a cena tenha sido encarada por muitos internautas como uma atitude impulsiva para recuperar um aparelho celular, o Rio Iguaçu possui correnteza forte e volume de água capaz de transformar um simples descuido em uma situação de alto risco.

As Cataratas do Iguaçu formam um conjunto de aproximadamente 275 quedas d'água distribuídas ao longo de 2,7 quilômetros. Algumas delas chegam a mais de 80 metros de altura, como a famosa Garganta do Diabo, principal atração do parque.

A vazão média das Cataratas gira em torno de 1.500 metros cúbicos por segundo, podendo atingir volumes muito maiores em períodos de chuva intensa. Em eventos extremos, o fluxo já ultrapassou 24 milhões de litros de água por segundo, levando inclusive ao fechamento de passarelas por questões de segurança.

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Somente na região da Garganta do Diabo, a vazão média é de cerca de 1.800 metros cúbicos por segundo, com quedas superiores a 80 metros de altura.

Regras existem para evitar acidentes

Ao Terra, a concessionária Urbia Cataratas, que atua no lado brasileiro do parque, destaca que os visitantes recebem orientações de segurança durante todo o passeio, por meio de placas informativas e também das equipes que atuam permanentemente no local.

No local, é expressamente proibido ultrapassar grades, sentar-se nos guarda-corpos ou acessar áreas restritas, seja para tirar fotos ou recuperar objetos.

A concessionária mantém bombeiros civis realizando monitoramento constante nas trilhas e na passarela que leva à Garganta do Diabo, um dos pontos mais visitados das Cataratas.

"Em casos de perda de pertences que venham a cair no rio ou nas encostas, a equipe de bombeiros poderá ser acionada para avaliar a possibilidade de resgate, de forma imediata ou em momento posterior, conforme as condições de segurança. O trabalho é realizado de forma integrada entre bombeiros, equipes de segurança e, quando necessário, com o apoio da Polícia Militar", destaca a administração do parque. 

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Risco também para as equipes de resgate

Além do perigo para quem entra em áreas restritas, atitudes como a registrada no sábado podem colocar em risco os profissionais que eventualmente precisem atuar em operações de resgate.

Por esse motivo, a administração reforça que as normas de segurança existem para proteger não apenas os visitantes, mas também os trabalhadores responsáveis pela operação do parque. "Essa medida é fundamental para preservar a integridade dos profissionais envolvidos nas operações de resgate e garantir a segurança dos demais visitantes", acrescenta a concessionária. 

Fonte: Portal Terra
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