Polícia investiga duplo assassinato de mãe e filha com sinais de extrema violência no interior de Candelária

Vítimas foram encontradas com cortes no pescoço e mutilações na Vila Passa Sete; família já havia registrado tragédia semelhante há 14 anos

1 out 2026 - 10h46
Resumo
A Polícia Civil investiga o assassinato brutal de Patrícia Pereira, de 31 anos, e de sua filha Karolayne, de 13, encontradas mortas com ferimentos de arma branca na zona rural de Candelária (RS). A polícia já identificou um suspeito foragido e analisa imagens de câmeras, além de apurar se o crime tem relação com o assassinato dos pais de Patrícia em 2012 na mesma área ou com uma denúncia de ameaça feita por ela em 2025. Os outros três filhos da vítima estão sob a guarda de familiares.

A Polícia Civil investiga a morte de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e de sua filha, Karolayne Cristina Costa, de 13 anos, localizadas sem vida dentro de casa na localidade rural de Vila Passa Sete, em Candelária, no Vale do Rio Pardo. A descoberta dos corpos mobilizou equipes da Brigada Militar e do Instituto-Geral de Perícias (IGP) entre a tarde de terça-feira (29) e a manhã de quarta-feira (30).

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

O caso veio à tona após a babá da família estranhar a ausência da mulher, que não compareceu para buscar os outros três filhos — a irmã gêmea de Karolayne, de 13 anos, e dois bebês de 1 ano — que estavam sob seus cuidados desde o final de semana. Ao comparecer ao imóvel, a funcionária encontrou a porta entreaberta, visualizou marcas de sangue e acionou a polícia. De acordo com os levantamentos periciais preliminares, o crime teria ocorrido no domingo (27). As vítimas apresentavam ferimentos profundos no pescoço compatíveis com arma branca, sinais de mutilação e marcas de disparos no imóvel, com respingos que sugerem luta corporal ou tentativa de defesa.

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O delegado Paulo César Schirrmann definiu o cenário como um crime brutal e confirmou que a equipe policial trabalha com uma linha investigativa bem encaminhada, com um suspeito já identificado. A corporação apurou que Patrícia havia registrado um boletim de ocorrência por ameaça em dezembro de 2025; a autoria daquela queixa é mantida sob sigilo para não prejudicar as diligências. Gravações de circuitos de monitoramento de propriedades vizinhas foram recolhidas e passam por análise.

O episódio reedita um histórico violento na mesma localidade: em abril de 2012, os pais de Patrícia, Sérgio Pereira e Solange de Oliveira Pereira, foram assassinados a tiros em uma estrada vicinal após registrarem ocorrência de ameaça decorrente de um atrito entre vizinhos — caso que resultou na condenação de pai e filho pelo Tribunal do Júri em 2015. A polícia busca esclarecer se há conexões entre os fatos. O agressor permanece foragido, e as outras crianças da vítima estão sob a guarda de familiares com suporte do Conselho Tutelar. Os sepultamentos ocorreram na tarde de quarta-feira, no Cemitério Municipal do Bairro Marilene, sem cerimônia de velório devido ao estado dos corpos.

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