Dono de agência de turismo religioso de Novo Hamburgo é indiciado por estelionato contra 34 fiéis

Passageiros pagaram por viagem a Aparecida do Norte que nunca ocorreu; delegacia de Novo Hamburgo apura outras 44 vítimas na região

1 out 2026 - 10h54
Resumo
O empresário Márcio Flores, dono da JPF Turismo Religioso, foi indiciado por 34 crimes de estelionato, sendo 26 contra idosos, após cancelar sem reembolso uma viagem a Aparecida (SP) para fiéis de Canoas. O caso foi enviado à Justiça, mas a agência também é alvo de outro inquérito em Novo Hamburgo. Essa segunda apuração aponta 44 vítimas e prejuízo de R$ 74 mil em pacotes não cumpridos na Região Metropolitana e no Vale do Sinos, incluindo viagens internacionais. A defesa não se manifestou.

A Polícia Civil concluiu inquérito e indiciou o empresário Márcio Flores, proprietário da JPF Turismo Religioso, por 34 crimes de estelionato — sendo 26 deles qualificados por terem sido praticados contra pessoas idosas. O procedimento, conduzido pela delegacia de Canoas e já remetido ao Poder Judiciário, apurou o cancelamento sem reembolso de uma peregrinação programada para o fim de julho rumo ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior paulista.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

O grupo, vinculado à Paróquia Sagrado Coração de Jesus, aguardava o embarque em dois ônibus fretados, mas os veículos não compareceram ao ponto de partida. Além da investigação em Canoas, a empresa é alvo de apurações paralelas na 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, sob coordenação do delegado Tarcísio Lobato Kaltbach, que apura irregularidades na venda reiterada de pacotes rodoviários e aéreos.

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Até o momento, o inquérito de Novo Hamburgo contabiliza 44 vítimas e prejuízo financeiro estimado em cerca de R$ 74 mil, montante que pode aumentar com a chegada de novos registros. Foram identificados clientes prejudicados em municípios do Vale do Sinos, Encosta da Serra e Região Metropolitana, incluindo Campo Bom, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Araricá, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Canoas e Rolante. Entre os casos em análise, há também a contratação de pacotes internacionais que não foram cumpridos.

O espaço permanece aberto para a manifestação da defesa de Márcio Flores e dos representantes legais da JPF Turismo Religioso.

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