A Polícia Civil apreendeu, na manhã desta segunda-feira, 4, o quarto e último adolescente de 15 anos suspeito de envolvimento no caso de estupro coletivo de duas crianças, na zona leste de São Paulo. O crime ocorreu na última semana contra as vítimas de 7 e 10 anos.
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De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele foi localizado por policiais do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, no bairro Ermelino Matarazzo, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Ele foi encaminhado à delegacia acompanhado da mãe e será levado para a Fundação Casa.
Um adulto, identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso em Brejões (BA) na sexta-feira, 1º. A pasta informou que as autoridades tentam viabilizar a transferência dele para São Paulo.
Os outros três adolescentes suspeitos do crime também foram apreendidos, na última quinta, 30. Os cinco suspeitos deverão ser indiciados por estupro coletivo e divulgação de imagem de menor. Alessandro também deverá ser apontado por corrupção de menor.
O que se sabe sobre o crime
O caso ocorreu em uma comunidade no bairro União de Vila Nova, da Subprefeitura de São Miguel Paulista, no dia 21 de abril. A denúncia foi feita no dia 24.
A delegada responsável pelo caso, Janaína da Silva Dziadowczyk afirma que a família foi pressionada pela comunidade para não denunciar. "Eles queriam resolver entre eles e não queriam que a polícia tomasse conhecimento."
"Quando a irmã viu o vídeo, identificou o irmão e registrou o boletim de ocorrência. Mas ela não tinha detalhes, não sabia o local. A família estava com medo. Todos saíram de lá. Teve gente que saiu com a roupa do corpo e deixou o imóvel sem nada lá. Foi uma dificuldade localizar essas vítimas."
A denúncia foi feita pela irmã do menino de 10 anos, cuja mãe é dependente química e não há outro responsável por sua guarda.
O que ainda falta para concluir caso
A polícia não encontrou indícios de que o estupro tenha sido planejado, nem que o grupo atue como uma quadrilha. Também não identificou outros casos de abusos sexuais na comunidade.
Apesar disso, ainda aguarda o depoimento de Alessandro e quer realizar perícias em seu celular antes de concluir a investigação. Depoimentos de novas testemunhas podem ocorrer a partir disto.
Depois, haverá o indiciamento e o caso será encaminhado ao Ministério Público, órgão responsável por denunciar ou não o caso para Justiça.