A Polícia Militar (PM) do Rio vai aumentar em 30% o efetivo nas ruas para garantir a segurança dos consumidores durante as compras de fim de ano. O patrulhamento será dividido entre homens a pé, em carros e motos, que circularão pelos pontos comerciais de maior movimento e nas vias de acesso. Já no shoppings, lojistas receberam palestras da PM e as administrações reforçaram as equipes de vigilância também em 30%, em média.
Gerente operacional do Rio Sul, em Botafogo, José Luiz revelou que seguiu a tendência e reformou o número de seguranças nos corredores. Também colocou equipes extras para orientar o público sobre localização de lojas e serviços.
Reforço da guardaDe acordo com o relações-públicas da PM, capitão Ivan Blaz, nas palestras foram repassadas orientações aos lojistas que vão reforçar a sensação de segurança durante as compras de Natal. No comércio de rua, serão observados os horários de maior movimento e as incidências criminais de cada região, para que seja empregado policiamento que atenda às especificações de cada localidade. Em bairros onde ocorrerem mais crimes, policiais farão rondas nas calçadas, galerias comerciais e ônibus.
Já a Guarda Municipal do Rio manterá equipes maiores em áreas de grande concentração popular, como a região em torno da Rua Uruguaiana. Lá, por exemplo, há agentes patrulhando a cada 50 metros. O conjunto de ações para o Natal seguro já está sendo bem recebido. ¿Sinto muito mais confiança em comprar onde sei que vai ter um policial por perto. Já fui roubada uma vez, os bandidos levaram minha bolsa e até os presentes das crianças¿, conta a professora Márcia Cristina Gomes, 36 anos.
Pesquisa do Instituto de Segurança Pública revela que a incidência de roubos a pedestres, como o que vitimou a professora, foi de 6.739 casos em novembro e dezembro de 2007. No mesmo período do ano passado, foram 6.930 casos: alta de 3%.
Como nem sempre podem contar com um policial a cada esquina, os comerciantes também estão investido em estratégias para diminuir o número de furtos dentro e fora das lojas. Estimativas da Associação Comercial do Rio calcularam um crescimento também em torno de 30% nos últimos três anos nos gastos dos estabelecimentos com a segurança.