PF investiga esquema de câmbio ilegal na fronteira do RS com a Argentina; Justiça bloqueia R$ 25 milhões

Operação Naqdi cumpriu seis mandados de busca e apreensão em São Borja; dois homens foram presos em flagrante e cerca de R$ 52 mil em diferentes moedas foram apreendidos

18 set 2026 - 11h25
Resumo
A Polícia Federal deflagrou a Operação Naqdi em São Borja (RS) contra um esquema de câmbio ilegal e dólar-cabo na fronteira com a Argentina. Dois homens foram presos em flagrante, e a Justiça bloqueou até R$ 25 milhões, além de bens como veículos e imóveis. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão, apreendendo dinheiro e documentos. A PF investiga crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e operação de instituição financeira não autorizada. As investigações continuam em andamento.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Naqdi para investigar um grupo suspeito de manter uma estrutura paralela de operações financeiras clandestinas na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. A ação ocorreu em São Borja, na Fronteira Oeste, onde foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Dois homens foram presos em flagrante. A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de até R$ 25 milhões em contas dos investigados, além do sequestro e da indisponibilidade de veículos e imóveis.

Foto: Reprodução/Polícia Federal / Porto Alegre 24 horas

Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta indícios de operações realizadas fora dos canais autorizados do Sistema Financeiro Nacional. O grupo teria utilizado um sistema conhecido como dólar-cabo, que envolve operações financeiras entre cambistas brasileiros e argentinos.

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Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e aproximadamente R$ 52 mil em diferentes moedas. Os dois presos foram autuados em flagrante por descaminho e porte ilegal de arma de fogo.

Além do bloqueio financeiro, a decisão da 11ª Vara Federal de Porto Alegre determinou medidas sobre oito veículos e 26 imóveis relacionados aos investigados. As medidas têm como objetivo preservar o patrimônio que poderá ser utilizado para eventual ressarcimento ou aplicação de outras determinações judiciais ao longo do processo.

A operação busca reunir novas provas sobre o funcionamento da estrutura e identificar a participação dos envolvidos nas movimentações financeiras. A PF apura se as atividades configuram, em tese, crimes como funcionamento de instituição financeira sem autorização, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

As investigações continuam. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o número total de pessoas investigadas nem o valor que teria sido movimentado pelo esquema.

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