O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) mudou o nome da Inspetoria de Operações Especiais (Iope), uma das divisões da Guarda Civil Metropolitana (GCM), para Ronda Ostensiva Municipal (Romu).
Nunes afirma que a mudança pretende melhorar a percepção da população sobre o policiamento ostensivo e se alinhar à nomenclatura já adotada em outros municípios.
"O nome Iope não leva para a população a imagem da real atividade do policiamento ostensivo", afirmou o prefeito em agenda pública nesta sexta-feira, 6. "Além disso, a Romu já está sendo utilizada por várias polícias municipais. Para ficar adequado e igual, não ficar cada um com um nome, a gente está fazendo essa mudança".
A Ronda Ostensiva Municipal (Romu) vai "atuar em ações ostensivas e táticas de maior complexidade, com foco na prevenção de crimes, controle da desordem urbana, apoio a operações integradas e resposta rápida a situações críticas", de acordo com a Secretaria de Segurança Urbana.
O prefeito usou suas redes para apresentar o modelo de viaturas em um vídeo publicado na quarta-feira, 4. Trata-se de um Veículo Utilitário Esportivo (SUV) com pintura preta e cinza, mesmas cores dos batalhões de choque da Polícia Militar, como a Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar), unidade de elite da PM.
"Essa máquina vai para a rua atrás da bandidagem. É a nova viatura da nossa polícia municipal", afirmou o prefeito ao lado do secretário de Segurança Urbana Orlando Morando.
A mudança foi feita por decreto municipal em 19 de janeiro. O texto estabelece que a Romu assumirá as funções de patrulhamento tático e ostensivo, atuação em emergências e apoio a ações de outros órgãos públicos na capital paulista.
Termo já foi usado por Paulo Maluf
A Romu não é uma criação inédita na cidade. A nomenclatura foi usada pela primeira vez na década de 1990, durante o segundo mandato do ex-prefeito Paulo Maluf como Rondas Municipais. Maluf tinha a intenção de criar uma tropa semelhante à Rota.
No vídeo de Ricardo Nunes desta semana, Morando afirma que o prefeito "está devolvendo a Romu para a polícia municipal", o que parece ser uma referência à primeira versão.
O prefeito já tentou alterar o nome da GCM para Polícia Municipal, mas teve a proposta barrada pela Justiça no ano passado. O entendimento foi que a criação de polícias municipais afronta as Constituições federal e estadual.
No mesmo decreto da Romu, a gestão Nunes criou a Inspetoria de Ações Táticas Especiais (Iate) em substituição à Inspetoria de Ações Integradas.
O objetivo é que os agentes atuem "em ocorrências de alta complexidade, como em áreas de risco elevado, grandes emergências e crises".