Mulher é presa suspeita de torturar bebê em creche irregular no Vale do Caí

Vídeo mostrando agressões durante a alimentação da criança levou ao início da investigação policial

6 mar 2026 - 10h45

Uma mulher de 62 anos foi presa preventivamente nesta quinta-feira (5) suspeita de torturar um bebê em uma creche irregular localizada em Bom Princípio, no Vale do Caí. A prisão foi realizada pela Polícia Civil após a circulação de um vídeo que mostraria a cuidadora tratando a criança de forma agressiva.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / Porto Alegre 24 horas

De acordo com o delegado André Lorbiecki Roese, responsável pelo caso, o local funcionava em uma residência no bairro Morro Tico-Tico e não possuía autorização para operar como creche.

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A investigação começou na terça-feira (3), quando o Conselho Tutelar recebeu imagens que registravam a mulher alimentando um bebê de maneira violenta. No vídeo, a criança aparece sendo segurada à força enquanto era alimentada, sem poder se movimentar.

Após receber o material, a Polícia Civil abriu inquérito e solicitou à Justiça a prisão preventiva da suspeita, que foi autorizada. Conforme o delegado, a rápida atuação das instituições foi fundamental para interromper um possível ciclo de violência.

— Nós, integrantes da rede de proteção, Polícia Civil, Ministério Público, Judiciário, Conselho Tutelar e município, atuamos de forma rápida para interromper um possível ciclo de violência na cidade. Proteger crianças e adolescentes é prioridade absoluta — afirmou Roese.

Local funcionava de forma irregular

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Além da investigação criminal, a prefeitura de Bom Princípio também apurou a situação do local. Equipes da Secretaria de Educação, da Vigilância Sanitária e do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) participaram da verificação.

Durante a análise, foi constatado que a criança não estava cadastrada para vagas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) da cidade e que a residência funcionava de maneira irregular como creche.

Diante das irregularidades, o espaço foi interditado. Em nota, a prefeitura informou que todas as medidas administrativas necessárias foram tomadas após o conhecimento do caso.

A Polícia Civil segue investigando a situação para identificar se outras crianças podem ter sido vítimas de maus-tratos no local.

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