Justiça manda exumar corpo de esposa de tenente-coronel encontrada morta com tiro na cabeça em SP

Caso chegou a ser registrado como suicídio, mas mudou após família de Gisele Alves Santana denunciar que ela sofria abusos e violências do marido. Defesa de Geraldo Neto não foi localizada

6 mar 2026 - 12h02

A Justiça mandou exumar o corpo da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento em que morava com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no bairro do Brás, no centro de São Paulo. A exumação será feita pelo Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica.

A morte chegou a ser registrada como suicídio, mas a natureza mudou após a família de Gisele afirmar que a soldado sofria abusos e violência do marido.

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Gisele Alves Santana, soldado da PM, foi encontrada morta no apartamento em que morava
Gisele Alves Santana, soldado da PM, foi encontrada morta no apartamento em que morava
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

Gisele era casada com o tenente-coronel e tinha uma filha de 7 anos de outro relacionamento. Em depoimento à polícia, a mãe de Gisele afirmou que o relacionamento era conturbado e que Geraldo seria abusivo e violento, proibindo a mulher de usar batom, salto alto e perfume e cobrando a realização das tarefas domésticas de forma rigorosa. O Estadão não conseguiu localizar a defesa de Geraldo. O espaço segue aberto.

Ainda segundo depoimento da mãe de Gisele, quando a soldado mencionou a intenção de se separar do marido, ele teria enviado pelo celular uma foto em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.

No boletim de ocorrência, o tenente-coronel afirma que os dois se conheceram em 2021 e se casaram em 2024. Os problemas no relacionamento teriam começado em 2025 e são atribuídos por Geraldo a uma mudança de batalhão.

Ele afirmou ter sido alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM, motivadas por vingança de colegas do novo local de trabalho, com fofocas falsas de um relacionamento extraconjugal. Quando o boato chegou até Gisele, ela teria tido uma crise de ciúmes e os dois passaram a brigar com frequência e a dormir em quartos separados.

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Geraldo relatou que no dia em que ela morreu, foi ao quarto propor a separação. Segundo o depoimento, Gisele teria se levantado exaltada, mandado que ele saísse e batido a porta. Em seguida, ele afirma que foi tomar banho e ouviu um barulho que pensou ser uma porta batendo. Ao sair do banheiro, ele teria encontrado Gisele caída no chão.

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