Justiça decreta prisão preventiva de bombeiro suspeito de matar estudante após briga de trânsito

Caso ocorreu no último dia 30 de setembro, em Taubaté (SP). Liminar foi concedida após o MP recorrer à decisão da última quinta-feira, 1º, que havia determinado a liberdade provisória ao suspeito

3 out 2026 - 14h36
Resumo
O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, durante uma briga de trânsito em Taubaté. A decisão atendeu a um recurso do Ministério Público para garantir a ordem pública e proteger testemunhas. Devido às restrições do Código Eleitoral no período de votação, o mandado de prisão contra o suspeito só poderá ser cumprido na terça-feira.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, suspeito de matar o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, após uma briga de trânsito em Taubaté, no interior do Estado.

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A liminar foi concedida pela 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) nesta sexta-feira, 2, após o Ministério Público recorrer à decisão da última quinta-feira, 1º, que havia determinado a liberdade provisória do suspeito e o cumprimento de medidas cautelares.

A relatora do caso, a desembargadora Gilda Alves Barbosa Diodatti, entendeu que há elementos suficientes para pedir a detenção de Oliveira, argumentando que a prisão é "fundamental para evitar temeridade social e risco à integridade da ordem social, bem como para assegurar a efetividade da prestação jurisdicional."

Imagens mostram Bruno Hashimura San Juliano correndo após ser baleado durante uma briga de trânsito em Taubaté.
Imagens mostram Bruno Hashimura San Juliano correndo após ser baleado durante uma briga de trânsito em Taubaté.
Foto: Reprodução/Câmeras de segurança / Estadão

Na decisão, ela citou também a proteção de uma testemunha que prestou depoimento sobre o caso. Ela entende que a prisão pode prevenir que Marcos possa tentar coagir ou ameaçar essa testemunha, prejudicando o andamento da investigação.

A decisão da desembargadora afirma, porém, que a prisão deve respeitar o artigo 236 do Código Eleitoral, que determina que eleitores não podem ser presos de cinco dias antes da eleições até 48 horas após o fechamento das urnas. Há exceções previstas em lei, mas Oliveira não se encaixa em nenhuma delas, conforme a decisão. Dessa forma, o bombeiro só poderá ser preso no final da terça-feira, 6.

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O Estadão entrou em contato com a defesa de Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, mas não teve retorno até o momento. O espaço segue aberto.

Entenda o caso

O crime ocorreu na quarta-feira, 30, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Oliveira é suspeito de atirar contra o estudante após uma discussão de trânsito.

Bruno cursava o 4º semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau). Após ser baleado, ele foi filmado correndo pela calçada, no sentido contrário ao dos veículos, com a mão sobre o peito. O estudante foi socorrido e levado ao Hospital Regional do município, mas não resistiu. Ele deixa um filho de 2 anos.

Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era aluno do 4º semestre do curso na Universidade de Taubaté (Unitau).
Foto: Reprodução/Redes sociais / Estadão

A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no local e apreendeu a arma do bombeiro. Oliveira foi preso em flagrante e o caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Taubaté como homicídio.

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