A Justiça de São Luiz Gonzaga condenou um ex-monitor escolar a mais de 23 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável continuado e posse de pornografia infantil. O réu abusava de dois meninos, de 7 e 9 anos, atraídos com promessas de vantagens em jogos virtuais e intimidações, além de filmar os atos. O Ministério Público do Rio Grande do Sul já confirmou que recorrerá da decisão ao Tribunal de Justiça para ampliar a pena final do agressor.
Uma decisão judicial proferida pela comarca de São Luiz Gonzaga sentenciou um ex-monitor escolar a 23 anos, 1 mês e 7 dias de reclusão, em regime fechado, por estupro de vulnerável continuado e posse ilegal de material pornográfico envolvendo menores. O despacho, emitido no final de setembro a partir de ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), estabeleceu ainda o pagamento de reparação financeira por danos morais aos garotos e assegurou a permanência do agressor no sistema prisional.
As investigações apontam que os episódios delituosos ocorreram de forma reiterada até setembro de 2024. Valiendo-se da rotina de convivência no ambiente de ensino e da autoridade que exercia sobre os estudantes, o homem aproximou-se de dois garotos, que tinham 7 e 9 anos quando os abusos tiveram início. Ele atraía as vítimas sob promessa de créditos e bonificações em jogos virtuais, combinando o artifício a intimidações verbais para conduzi-las a áreas despovoadas do município, onde consumava as agressões. O material era filmado pelo próprio réu e guardado na memória do aparelho telefônico apreendido.
Mesmo com a condenação substancial, a Promotoria de Justiça local confirmou que ingressará com recurso junto ao Tribunal de Justiça para ampliar o tempo de cadeia. Conforme argumenta o promotor Sandro Loureiro Marones, as infrações configuram condutas isoladas, executadas contra indivíduos distintos e em contextos temporais autônomos, o que exige a cumulação matemática integral de cada delito na dosimetria da pena final.