Jovem de 24 anos é assassinado em Porto Alegre

Vítima foi executada a tiros e pedradas

28 jun 2026 - 12h19

A escalada da violência em Porto Alegre mobilizou uma resposta integrada das forças de segurança do Estado após mais um assassinato brutal na noite da última sexta-feira (26). Um jovem de 24 anos foi executado a tiros e pedradas na zona Leste da Capital. O crime aconteceu por volta das 22 horas, na Travessa das Camélias, localizada no bairro Coronel Aparício Borges. Informações preliminares apontam que a vítima, identificada como Diogo Silva das Neves, possuía antecedentes criminais e tinha envolvimento com as atividades de uma facção criminosa baseada em Porto Alegre. Conforme relatos de testemunhas, os autores do ataque fugiram em uma motocicleta logo após a agressão e nenhum suspeito foi detido até o momento.

Foto: Google Street View/Reprodução / Porto Alegre 24 horas

A 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apura se a ocorrência possui conexão direta com uma série de outros seis assassinatos registrados em um intervalo de apenas 24 horas, entre quinta e sexta-feira, na zona Norte da cidade. Apesar da proximidade temporal dos eventos violentos, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) emitiu uma nota oficial ponderando que, neste estágio das investigações, ainda é prematuro cravar um vínculo ou uma guerra declarada entre os mesmos grupos nesses pontos distintos.

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O cenário de alerta provocou uma reação imediata do aparato de segurança gaúcho, que envolve atuações conjuntas da Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Penal. Uma série de medidas de repressão e sufocamento do crime organizado já foi iniciada na própria sexta-feira e deve seguir por tempo indeterminado. As ações englobam o aumento do patrulhamento ostensivo com presença de tropas de choque nas comunidades afetadas, além de varreduras e revistas minuciosas em galerias de casas prisionais do Estado para desarticular ordens vindas do cárcere. Também está programada para a próxima semana a transferência estratégica de chefes de facções detidos para unidades de segurança máxima.

Paralelamente, o Departamento de Homicídios acionou formalmente o chamado Protocolo das Sete Medidas Contra Homicídios. A ferramenta técnica de inteligência policial acelera a coleta de provas no local do crime, foca na responsabilização rápida das lideranças mandantes e busca estancar as retaliações entre organizações rivais na Região Metropolitana.

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