Grupo bloqueia avenida na zona leste em protesto contra reintegração de posse

Manifestantes incendiaram pneus e interromperam a circulação na Avenida Salim Farah Maluf, no sentido Marginal. Trânsito chegou a ficar parado

25 fev 2026 - 18h26
(atualizado às 22h16)

Um grupo de manifestantes ateou fogo em pneus e bloqueou a Avenida Salim Farah Maluf, na Vila Ema, zona leste de São Paulo, na tarde desta quarta-feira, 25, em protesto contra um processo de reintegração de posse em andamento no local.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Militar foi acionada por volta das 16h para atender à ocorrência e, até as 17h40, ainda atuava na região, com apoio do Corpo de Bombeiros.

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Manifestantes colocam fogo em pneus em protesto contra processo de reintegração de posse na zona leste de São Paulo.
Manifestantes colocam fogo em pneus em protesto contra processo de reintegração de posse na zona leste de São Paulo.
Foto: Reprodução/TV Band / Estadão

Cerca de 20 pessoas participaram do protesto que, de acordo com a PM, já foi dispersado. Pelas imagens, o fogo colocado em pneus gerou uma densa coluna de fumaça. Não há informações sobre confrontos com policiais nem sobre detidos em razão da manifestação.

Ainda conforme a Polícia Militar, o bloqueio atingiu a Avenida Salim Farah Maluf no cruzamento com a Avenida Vila Ema. O trânsito chegou a ficar parado na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) confirmou a "ocupação total" da via no sentido Marginal por volta das 16h50, mas informou, em nota, que às 17h10 a pista já estava liberada. "Manifestantes estão pela calçada", diz o comunicado.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que os manifestantes seriam "moradores de um imóvel localizado em frente ao ponto do protesto" e que "há um processo de reintegração de posse em andamento" no endereço.

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"Parte dos cerca de 20 participantes que iniciaram a manifestação já deixou o local. A Polícia Militar mantém diálogo com os presentes, visando ao restabelecimento da ordem pública", informou a corporação.

Histórico

Segundo a administração municipal, o imóvel é de propriedade particular e fica na altura do número 516 da Avenida Vila Ema. A edificação já era alvo de uma ação judicial proposta pelo município desde 2017.

Na época, a Justiça determinou a desocupação, que foi cumprida em janeiro de 2020. O prédio, no entanto, voltou a ser ocupado.

Algumas famílias chegaram a deixar o imóvel mediante o recebimento de auxílio-moradia, mas parte dos ocupantes permaneceram no local.

Em setembro de 2025, foi formalizado um novo acordo para desocupação voluntária. A prefeitura diz que propôs um acordo ao ofertar atendimento habitacional, mas os ocupantes não teriam aceitado.

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O local chegou a ser atingido por um incêndio em janeiro deste ano, e que a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) fez o cadastro das famílias que viviam na ocupação.

"Ao todo, 140 famílias foram incluídas no cadastro habitacional da Cohab e receberam auxílio emergencial de R$ 1 mil, conforme previsto para situações de vulnerabilidade", disse a Prefeitura.

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