Uma operação da Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos resultou no recolhimento de quase duas toneladas de alimentos impróprios para consumo durante fiscalização realizada nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, nos municípios de Tramandaí e Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Ao todo, cinco estabelecimentos foram vistoriados, entre mercados e um restaurante, onde foram constatadas diversas irregularidades sanitárias.
Em Imbé, um restaurante localizado na Praia de Santa Terezinha foi interditado devido às graves falhas de higiene encontradas durante a inspeção. No local, os fiscais identificaram alimentos expostos em buffet fora da temperatura adequada, incluindo maionese, considerada de alto risco à saúde dos consumidores por favorecer a proliferação de bactérias causadoras de infecções gastrointestinais.
Já em Tramandaí, os dois mercados fiscalizados funcionavam sem alvará, motivo pelo qual foram autuados. Em um deles, a padaria e o depósito foram interditados, enquanto no outro a fiscalização determinou o fechamento da câmara fria, que apresentava condições inadequadas de limpeza e conservação.
Somadas as apreensões, foram recolhidas mais de uma tonelada de alimentos em Tramandaí e aproximadamente 800 quilos em Imbé. Entre os produtos descartados estavam carnes, pescados, embutidos, ovos, itens de padaria, tortas, doces, amendoim, pizzas congeladas e bebidas alcoólicas cuja comercialização é proibida em supermercados. Em todos os estabelecimentos, as equipes encontraram mercadorias vencidas, sem procedência comprovada ou armazenadas em temperaturas incompatíveis com as normas sanitárias. Todo o material apreendido foi descartado.
A ação contou com a participação de promotores de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, integrantes do GAECO, além de representantes das Vigilâncias Sanitárias Municipais de Tramandaí e Imbé, da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Estadual da Agricultura, da Patrulha Ambiental da Brigada Militar e da Delegacia de Polícia do Consumidor.
A Força-Tarefa reforça que operações como essa têm como objetivo proteger a saúde da população, coibindo práticas que colocam em risco a segurança alimentar, especialmente em regiões com grande circulação de pessoas durante a temporada de verão.