O sistema prisional do Rio Grande do Sul esteve no centro de uma ampla operação de fiscalização e repressão ao crime organizado nesta terça-feira (02). Sob a liderança de um apenado recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), um grupo criminoso coordenava atividades de tráfico de drogas e homicídios nas ruas do estado. A estrutura foi alvo da Operação Rastrum, que realizou ações coordenadas simultaneamente em ambientes internos e externos de detenção.
Operadores especializados da Polícia Penal realizaram varreduras em celas de seis apenados distribuídos por três estabelecimentos prisionais gaúchos localizados em Charqueadas, Canoas e Erechim. No Presídio de Erechim, os agentes prisionais localizaram e apreenderam porções de entorpecentes e telefones celulares nas galerias ligadas aos alvos investigados. Nas casas penais de Canoas e Charqueadas, as vistorias técnicas não encontraram irregularidades nas celas dos detentos indicados.
A apuração, iniciada no segundo semestre de 2025, mapeou que as ordens emanadas de dentro das prisões contavam com uma rede externa estruturada para a ocultação de ativos financeiros. A liderança detida na PASC utilizava operadores de fora para movimentar o fluxo monetário gerado pela comercialização de substâncias proibidas. O esquema dependia da comunicação ilegal estabelecida através dos aparelhos eletrônicos introduzidos nas unidades de detenção.
Com as vistorias concluídas nos presídios e a coleta de novos telefones efetuada, as polícias concentram os esforços na extração de dados e no monitoramento de novas lideranças. As ações integradas reforçam o cerco contra a comunicação ilícita dentro de penitenciárias gaúchas e visam quebrar o vínculo de comando exercido por criminosos detidos. As informações obtidas nos aparelhos recolhidos em Erechim serão compartilhadas com os órgãos de inteligência penitenciária.
PC.