Polícia Civil corta comunicação de detentos que lideravam crimes de dentro de Penitenciária Gaúcha

Operação conjunta na Penitenciária do Apanhador resulta em prisões, isolamento disciplinar de líderes e apreensão de celulares.

2 jun 2026 - 14h24

Uma operação integrada entre a Polícia Civil e a Polícia Penal desarticulou uma célula criminosa que utilizava o interior da Penitenciária Estadual de Caxias do Sul (PECS), conhecida como Apanhador, para coordenar o tráfico de drogas e realizar extorsões na Serra Gaúcha. A ofensiva resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em duas celas, além de uma revista geral em toda a galeria da unidade de segurança. O objetivo central da ação foi a neutralização de lideranças que mantinham influência ativa nas ruas do município de Farroupilha.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Divulgação / Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

As investigações apontam que detentos recolhidos no sistema penitenciário exerciam funções de comando e controle, ditando ordens externas e gerenciando um esquema de tele-entrega de entorpecentes. Após a descoberta do fluxo de comunicação ilícito, os envolvidos foram submetidos a isolamento disciplinar provisório por cometerem falta grave dentro do estabelecimento penal. De acordo com as autoridades, os apenados enfrentarão processos administrativos que podem culminar na transferência para outras instituições de detenção ou na inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

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O caso ganhou contornos de gravidade quando os líderes da facção passaram a extorquir familiares de um homem que havia sido preso em flagrante anteriormente com uma expressiva quantidade de drogas. Como o suspeito foi liberado provisoriamente pela Justiça, os criminosos presos passaram a exigir dos pais dele o ressarcimento financeiro do prejuízo gerado pela apreensão dos entorpecentes. As vítimas, que não possuem qualquer vínculo com o submundo do crime, sofreram ameaças constantes e cobranças forçadas para quitar a dívida imposta.

Com o avanço do inquérito e a comprovação da reiteração delitiva do entregador, o Poder Judiciário deferiu os novos pedidos de prisão preventiva para garantir a ordem pública regional. A Polícia Civil de Farroupilha destaca que os canais de denúncia seguem abertos para a colaboração da comunidade local e disponibiliza o número de WhatsApp (54) 99940-0532 para o recebimento de informações sob total anonimato. As ações ostensivas e de inteligência permanecem contínuas para sufocar os recursos financeiros do crime organizado.

Polícia Civil.

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