Ex-cunhado de homem linchado no Guarujá é condenado por Júri Popular

Inicialmente, circulou na mídia a informação de que Osil Vicente Guedes foi morto após ser vítima de fake news, mas a versão foi desmentida

20 dez 2025 - 11h56
Resumo
Ex-cunhado de Osil Vicente Guedes foi condenado a quatro anos de prisão em regime aberto por homicídio no Guarujá, enquanto outro acusado foi absolvido; o crime foi classificado como vingança e não linchamento motivado por "fake news".
Osil Vicente Guedes foi morto em 2023, no meio da rua no Guarujá, no litoral paulista
Osil Vicente Guedes foi morto em 2023, no meio da rua no Guarujá, no litoral paulista
Foto: Reprodução/Facebook/@OsilGudes

O ex-cunhado de Osil Vicente Guedes, homem que foi morto a pauladas no meio da rua no Guarujá, em 2023, foi condenado por Júri Popular na última terça-feira, 16, pelo homicídio. Douglas William Santos da Silva já tinha um mandado de prisão preventiva em aberto, mas estava foragido, e deverá responder a quatro anos de prisão em regime aberto. Um outro homem, Diego Carlos Moreira, foi absolvido.

Inicialmente, o caso veiculou na mídia como tendo sido ocasionado por uma "fake news", após a viralização de um vídeo. A informação era de que Osil fora linchado após terem gritado "pega ladrão" e ele ser acusado falsamente de estar com uma moto roubada. Mas as investigações apontaram que esta versão não procedia e que o assassinato havia sido planejado. 

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Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo, Douglas queria se vingar de Osil, que teria, supostamente, agredido a irmã dele e os sobrinhos no dia anterior. A denúncia dizia que o ex-cunhado teria planejado o crime com Diego. 

"Aproveitando-se do fato de a vítima estar de passagem no local dos fatos dirigindo uma motocicleta, a cercaram na avenida. Ato contínuo, os acusados derrubaram a vítima do veículo, subjugando-a no solo", diz a denúncia. Osil recebeu socos e golpes com um pedaço de madeira. 

Como está foragido, Douglas William será citado via edital para responder à condenação. Já Diego, que foi absolvido, cumpriu por dois anos prisão preventiva e será liberado. 

Fonte: Portal Terra
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