O município de Dourados (MS) não registrou novos casos confirmados de chikungunya na primeira semana de julho. Segundo boletim divulgado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), as notificações suspeitas caíram para 86 no período, marcando uma forte desaceleração em relação ao pico da doença.
No auge da crise sanitária, ocorrido na 12ª semana epidemiológica, a cidade contabilizou 1.209 notificações e 672 confirmações em apenas sete dias. Os registros afetaram tanto o perímetro urbano quanto as aldeias indígenas da região.
Alerta mantido
Apesar da melhora nos indicadores, o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, ressalta que o cenário ainda é classificado como epidêmico. De acordo com o portal da Prefeitura de Dourados, o gestor pede que a população mantenha a rotina de eliminação de focos de água parada nas residências.
Desde o início do surto, Dourados acumulou 10.101 notificações, resultando em 4.908 casos confirmados e 17 mortes. Do total de óbitos, 12 ocorreram entre pacientes indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru. Atualmente, 517 casos seguem em investigação.
Cenário da dengue
O boletim também atualizou os dados sobre a dengue, doença transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. No primeiro semestre, o município confirmou 132 casos, sem nenhum registro de morte.
A faixa etária mais afetada pela dengue é a de 20 a 29 anos, com 27 confirmações. Segundo as autoridades de saúde locais, a situação desta doença permanece sob controle no município.