Biometria facial e sedação: Como funcionava o esquema que extorquia aposentados em Porto Alegre

O grupo simulava consultorias financeiras no bairro Bom Fim para atrair idosos sob o pretexto de reduzir parcelas de empréstimos

8 abr 2026 - 08h12

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Fantoccio para desarticular uma organização criminosa que causou prejuízo superior a R$ 1 milhão a aposentados em Porto Alegre. O grupo simulava consultorias financeiras no bairro Bom Fim para atrair idosos sob o pretexto de reduzir parcelas de empréstimos. Até o momento, cinco das seis prisões preventivas foram efetuadas.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Porto Alegre 24 horas

O esquema consistia em atrair as vítimas via WhatsApp e levá-las à sede física da empresa, onde eram induzidas a realizar biometria facial e assinar documentos para a abertura de contas fraudulentas. A investigação, liderada pela delegada Ana Caruso, revelou um detalhe alarmante: os criminosos utilizavam substâncias para dopar as vítimas, reduzindo sua capacidade de reação. Mensagens interceptadas mostram os investigados debochando da confusão mental dos idosos durante o processo.

Publicidade

A organização era liderada por uma mulher de 44 anos que já utilizava tornozeleira eletrônica por estelionato. Além das fraudes financeiras, há registros de agressão física e roubo contra vítimas que tentaram cancelar os serviços. A polícia estima que o número de lesados seja muito superior aos 19 boletins de ocorrência registrados, já que o grupo monitorava cerca de 400 idosos para futuras abordagens criminosas.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se