Bebê morre após receber alta de hospital sem fazer exames: 'Perdi meu filho por negligência', diz mãe

Prefeitura de Guarujá (SP) informou que o médico que atendeu a criança foi afastado e que o caso está sendo investigado

14 out 2025 - 13h02
(atualizado às 14h23)
Resumo
Bebê de um ano morreu 26 horas após receber alta sem exames de um hospital em Guarujá; caso, classificado como negligência pela mãe, está sendo investigado, e o médico foi afastado.
Bebê Yohan Gustavo, de um ano, morreu 26 horas após receber alta de um pronto-socorro em Guarujá, no litoral de São Paulo, sem ter passado por exames
Bebê Yohan Gustavo, de um ano, morreu 26 horas após receber alta de um pronto-socorro em Guarujá, no litoral de São Paulo, sem ter passado por exames
Foto: Reprodução/Instagram:@justicaporyohan

O bebê Yohan Gustavo, de um ano, morreu cerca de 26 horas após receber alta de um pronto-socorro em Guarujá, no litoral de São Paulo, sem ter passado por exames. Segundo a mãe, a manicure Alenne Nayjara da Silva, a criança apresentava vômitos há dois dias, não evacuava e sentia fortes dores abdominais, mas o médico não solicitou um raio-x. A Prefeitura informou que o profissional foi afastado e que o caso está sendo investigado.

A criança foi levada ao Pronto-Socorro de Vicente de Carvalho na noite do último dia 6. "Ele chorava, se encolhia, e nem deixava a gente tocar nele de tanta dor", relatou a mãe em postagem nas redes sociais. De acordo com ela, apesar de relatar todos os sintomas do filho, o médico não solicitou nenhum exame, apenas apertou o abdômen do bebê e disse que eram "gases presos".

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Conforme relata a mãe, o profissional prescreveu seis medicamentos diferentes, incluindo uma vitamina para anemia. Alenne afirmou que eles saíram do hospital por volta da meia-noite, acreditando que ficaria tudo bem, já que estavam seguindo o que o profissional havia orientado.

No entanto, na madrugada do dia 8 de outubro, por volta das 2h, o menino acordou passando mal. Sem saber que era uma convulsão, os pais correram até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rodoviária. Os médicos e enfermeiros tentaram de tudo para salvar o Yohan, mas ele não resistiu.

"O novo médico ficou em choque ao saber que nenhum exame havia sido feito e com a quantidade absurda de remédios que o outro médico havia prescrito. O Yohan partiu com apenas 1 ano e 29 dias por causa da negligência de quem deveria cuidar dele. Vinte e seis horas. Esse foi o tempo entre receber alta sem exames e perder nosso bebê para sempre", lamentou a mãe.

De acordo com Alenne, o laudo apontou insuficiência respiratória aguda, abdômen agudo obstrutivo e intussuscepção intestinal. "Uma obstrução intestinal que poderia ter sido descoberta com um simples raio-x. Hoje, vivemos com um vazio que não tem fim", disse a manicure.

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"Nenhum pai e nenhuma mãe deveriam enterrar um filho por erro de quem jurou salvar vidas. Acreditamos naquele médico, fizemos tudo o que ele mandou e perdemos o nosso filho. Por isso, lutamos por justiça, pois um profissional negligente como esse não pode continuar atuando e colocando a vida de outras crianças em risco. "Que o nome do Yohan ecoe como um pedido de mudança, e que a justiça seja feita por ele e por todos os bebês que ainda podem ser salvos", finalizou a mãe.

Em nota ao Terra, a Prefeitura de Guarujá informou que, à luz dos fatos, agiu de imediato com abertura de sindicância para apurar o ocorrido. Além disso, notificou a Organização Social IBJ, responsável pela unidade do Pronto Socorro de Vicente de Carvalho, que afastou de pronto o médico envolvido, até que tudo esteja esclarecido. A administração municipal acrescentou que se solidariza com a família, se colocando à disposição para qualquer auxílio que houver necessidade.

Fonte: Portal Terra
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