Casos suspeitos de Ebola em SP e RJ são descartados após exames

1 jun 2026 - 16h14

As suspeitas de casos ‌de Ebola em um paciente em São Paulo e em um segundo no Rio de Janeiro foram descartadas após exames darem negativo para a doença, disseram a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a prefeitura do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta segunda-feira.

No caso do paciente ⁠internado na capital paulista, um homem de 37 anos proveniente da República Democrática do ‌Congo, a suspeita foi descartada após um exame não detectar o vírus da doença, informou a secretaria paulista.

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"A conclusão ocorreu após investigação epidemiológica e laboratorial, ‌conduzida pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância ‌em Saúde de São Paulo (CIEVS-SP) e análise das amostras realizada pelo ⁠Instituto Adolfo Lutz (IAL), que não detectou material genético do vírus Ebola", disse a secretaria em nota.

O paciente, que testou positivo para meningite, segue internado na unidade de terapia intensiva do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, e seu estado de saúde é grave. O homem foi internado em isolamento na unidade ‌hospitalar referência em doenças infecciosas após apresentar febre alta e ser detectado que ele ‌era proveniente da República Democrática ⁠do Congo, país ⁠que vive um surto de Ebola. Esses dois fatores levaram à classificação de caso suspeito. 

Também ⁠nesta segunda-feira a Fiocruz e a ‌prefeitura do Rio informaram que foi ‌descartada a suspeita de Ebola em um paciente proveniente de Uganda, país vizinho da República Democrática do Congo e que também registrou casos confirmados de Ebola. O paciente havia testado positivo para malária.

"O paciente proveniente ⁠de Uganda testou negativo para Ebola e positivo para malária, de acordo com análises conduzidas pela Fiocruz", afirmou a prefeitura carioca em nota enviada à Reuters nesta segunda-feira. "Desta forma, não há casos suspeitos do vírus no município do Rio", acrescentou.

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Já a Fiocruz disse que ‌os exames que deram negativo para Ebola foram concluídos no domingo e que o paciente segue em atenção médica para seu quadro clínico.

"A Fiocruz reitera ⁠que o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo e segue preparada para eventual resposta à situações que demandem atendimento médico e diagnóstico laboratorial", afirmou.

O número de casos confirmados de Ebola no Congo aumentou para 282, com 42 mortes, depois que 19 novos resultados positivos de testes foram registrados, de acordo com dados distribuídos pelo Ministério das Comunicações. Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto causado pela rara versão Bundibugyo do vírus na República Democrática do Congo e em Uganda como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, embora não atenda aos critérios de uma emergência pandêmica.

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