Mísseis balísticos russos mataram pelo menos 16 pessoas e deixaram mais de 40 feridos em Kiev na madrugada desta quinta-feira (20), segundo autoridades locais, em uma ofensiva que danificou prédios e deixou partes da capital ucraniana sem energia elétrica. Segundo a CNN, o ataque atingiu a infraestrutura da cidade, resultando em moradores presos dentro de um edifício residencial e focos de incêndio espalhados por vários pontos do município.
De acordo com o prefeito Vitali Klitschko, instalações não residenciais, armazéns e um hospital infantil foram atingidos durante a investida noturna. Uma testemunha relatou ter ouvido mais de uma dezena de explosões na região central. Na área ao redor da capital ucraniana, outra pessoa morreu em decorrência dos impactos, conforme informou separadamente uma autoridade oficial em publicação no aplicativo Telegram.
A Força Aérea da Ucrânia afirmou na quinta-feira (20) que a Rússia lançou dezenas de mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos, além de 168 drones em seu ataque noturno contra o país. O comunicado das forças armadas informou que as unidades de defesa aérea abateram 145 drones e a maioria dos mísseis de cruzeiro, mas não interceptaram nenhum dos mísseis de trajetória balística. O serviço de emergência da Ucrânia divulgou imagens de militares combatendo um incêndio em um prédio e ajudando moradores a deixar instalações destruídas.
Os ataques aéreos e os drones russos atingiram instalações de produção de componentes de drones, um depósito militar e um centro logístico, entre outros alvos em Kiev, informou o Ministério da Defesa russo no Telegram. Os dois países têm trocado ataques quase diariamente desde a invasão em larga escala em fevereiro de 2022. Os esforços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e países da Europa não estabeleceram um cessar-fogo na região.
A Polônia, membro da Otan e da União Europeia que faz fronteira com a Ucrânia, iniciou operações aéreas defensivas para proteger seu espaço aéreo, informou o Exército polonês em publicação na rede social X.
No campo político, a Ucrânia havia entregado aos negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner propostas para um plano destinado a encerrar a guerra, afirmou o presidente Volodymyr Zelensky neste mês. Ele tem pedido o envio de mísseis interceptadores para conter os ataques. A Rússia afirma não ter recebido propostas específicas para reuniões com os negociadores americanos, informou Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, ao jornal Izvestia, ao declarar que "Moscou estaria disposta a organizar uma reunião em curto prazo". Witkoff e Kushner estiveram em Moscou em janeiro e não visitaram Kiev.