Jogamos: Dark Scrolls aposta no retrô, mas ainda precisa evoluir

Dungeon crawler mistura ação rápida e roguelite em uma experiência que nem sempre se sustenta

23 mar 2026 - 12h01
Jogamos: Dark Scrolls aposta no retrô, mas ainda precisa evoluir
Jogamos: Dark Scrolls aposta no retrô, mas ainda precisa evoluir
Foto: Reprodução / Devolver Digital

Dark Scrolls é mais um projeto que aposta forte na estética retrô e em uma jogabilidade direta, algo que muitos estúdios independentes vêm explorando nos últimos anos. Aqui, quem assume esse papel é a Doinksoft, conhecida por trabalhar com experiências mais enxutas e focadas no gameplay, sempre priorizando ritmo e acessibilidade acima de sistemas complexos.

Seguindo essa linha, o jogo aposta em uma estrutura simples de dungeon crawler com elementos de roguelite, colocando o jogador em fases rápidas e com progressão baseada em tentativa e erro. Durante o teste, a proposta funciona bem nos primeiros momentos, principalmente pela agilidade das runs e pela identidade dos personagens, mas também já começa a mostrar alguns limites conforme a repetição se torna mais evidente.

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Dungeon crawler com pegada retrô

Não há muito o que falar da história, pois durante a preview fui jogado direto para a escolha de personagem, sem qualquer contexto do que está acontecendo. Ainda assim, dá para notar que o jogo se passa em um universo medieval bem fantasioso, com criaturas humanoides misturadas com animais, além de figuras clássicas da fantasia, como zumbis e até sapos gigantes.

Ao iniciar o jogo pela primeira vez, é preciso escolher três personagens disponíveis para o teste. Logo nessa tela, dá para perceber que a equipe de localização se divertiu com os nomes, sendo eles Colomba, a ladina, Bruto, o bárbaro, e Esmeraldo, o mago que lembra bastante o Vivi de Final Fantasy 9.

Cada um dos personagens acaba sendo um pouco parecido na jogabilidade, já que todos se baseiam em arremessar objetos nos inimigos, como machados, facas e orbes de magia. Por sorte, antes de cada tentativa de run, é possível trocá-los em uma lápide, sem ficar preso a um personagem que não agrade, mas é difícil isso acontecer, já que cada um tem um visual bem único.

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O grande motor do jogo acaba sendo a proposta de um dungeon crawler com temática medieval fantasiosa. Durante as fases, a jogabilidade segue o estilo de se movimentar rapidamente enquanto derrota inimigos no caminho, com a tela avançando automaticamente. Além dos inimigos, armadilhas aparecem ao longo do trajeto para dificultar ainda mais o progresso.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Durante as fases, é possível acumular estrelas, que funcionam como golpes mais fortes de cada personagem. Esmeraldo, por exemplo, ao atingir o máximo, fica envolto em energia e passa a destruir inimigos com facilidade enquanto avança. Em determinados pontos das fases, também é possível encontrar um vendedor para comprar habilidades que ajudam no restante da jornada.

Mesmo sendo um dungeon crawler que bebe bastante da fonte de jogos retrô, ele ainda incorpora elementos de roguelite. A cada derrota, somos enviados de volta ao início, onde escolhemos novamente o aventureiro e podemos comprar itens com um pato mercador. A cada nova tentativa, é preciso passar pelos mesmos locais, mas com pequenas mudanças na disposição de inimigos e armadilhas.

Com o que foi apresentado durante o teste e olhando o histórico da desenvolvedora, infelizmente o jogo não conseguiu me prender tanto. A ideia de misturar dungeon crawler com essa estrutura até funciona em alguns momentos, mas o restante, principalmente cenários e inimigos, acaba ficando abaixo do esperado. Até mesmo para um jogo em pixel art, o charme vai se perdendo com a repetição.

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Considerações

Por se tratar de uma versão de teste, Dark Scrolls já mostra uma base interessante, principalmente na forma como mistura dungeon crawler com progressão em tentativas. A troca de personagens, o sistema de habilidades e o ritmo acelerado das fases indicam um caminho que pode funcionar bem com mais ajustes.

Ainda assim, alguns pontos precisam de atenção até o lançamento. A repetição de cenários, a pouca variedade de inimigos e a sensação de progresso limitado podem pesar na experiência final. Com mais polimento e conteúdo, o jogo tem espaço para evoluir, mas no estado atual ainda parece um projeto que precisa amadurecer suas ideias.

Dark Scrolls chega em 2026 para PC e Switch. 

Fonte: Game On
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