Asha Sharma, nova chefe executiva do Xbox que substituiu Phil Spencer no mês passado, quer reverter o impacto do aumento de preços que a Microsoft aplicou ao Game Pass no ano passado.
De acordo com informações do site The Information, Sharma participou da Game Developers Conference no fim de semana e conversou com diversas pessoas do setor sobre seus planos para o futuro da plataforma, com foco em tornar os produtos do Xbox mais acessíveis para uma gama mais ampla de consumidores.
Segundo o relatório, a executiva está avaliando a criação de novos planos com preços mais baixos para o Game Pass, numa tentativa de recuperar assinantes que abandonaram o serviço após o reajuste de outubro do ano passado. Na época, a Microsoft elevou o valor do plano Ultimate para R$ 120/mês, um aumento de 100% que gerou forte reação negativa da comunidade. A empresa defendeu a mudança argumentando que estava adicionando mais valor aos planos, mas reconheceu que "aumentos de preço nunca são agradáveis para ninguém".
A guinada na direção oposta é significativa. Pouco antes do aumento, a então presidente do Xbox, Sarah Bond, havia descrito o próximo console da marca como "uma experiência premium e de alto nível", com especulações de que o projeto internamente chamado de Project Helix poderia custar pelo menos US$ 1.000. Agora, com Sharma no comando, o discurso muda: a palavra-chave é acessibilidade, e a intenção declarada é tornar o ecossistema Xbox "atraente para uma gama mais ampla de clientes".
Uma das ideias que circulam nos bastidores envolve parcerias com outras plataformas de streaming. O CEO da Netflix, Greg Peters, confirmou que já se reuniu com Sharma e que os dois "trocaram ideias" sobre possíveis acordos de pacotes de assinatura entre as duas empresas.
A Microsoft não divulga publicamente o número de assinantes do Game Pass, mas o volume de relatos de cancelamento após o reajuste de outubro foi alto o suficiente para chamar atenção. Sharma chega ao cargo numa posição delicada: precisa equilibrar a rentabilidade do serviço com a necessidade de reconquistar quem saiu — e convencer novos usuários a entrar. A presença na Game Developers Conference logo após assumir o cargo sugere que ela está disposta a ouvir o mercado antes de anunciar mudanças concretas.