Vasco recebe má notícia vinda dos tribunais

11 jul 2026 - 14h00

O Vasco sofreu um novo revés na Justiça envolvendo a SAF. A juíza Simone Gastesi Chevrand rejeitou o pedido de reconsideração apresentado pelo clube e decidiu manter a intervenção judicial na sociedade anônima do futebol.

Club Vasco da Gama (Foto: Matheus Lima/CRVG)
Club Vasco da Gama (Foto: Matheus Lima/CRVG)
Foto: Club Vasco da Gama ( Matheus Lima/CRVG) / Gávea News

Além disso, nomeou o advogado Athos de Andrade Figueira Neves como novo interventor, substituindo Samantha Mendes Longo, que renunciou ao cargo.

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O clube havia tentado reverter a decisão anterior, que afastou Pedrinho e outros integrantes do Conselho de Administração da SAF. Apesar da negativa ao pedido de reconsideração, o Vasco ainda aguarda a análise de um agravo protocolado na Justiça, por meio do qual busca suspender os efeitos da intervenção.

Na decisão, a magistrada reforçou que a atuação do interventor é limitada às questões administrativas da empresa. A medida envolve temas como governança, prestação de contas e circulação de informações entre os órgãos da companhia. Segundo o entendimento da Justiça, os executivos responsáveis pelo departamento de futebol seguem exercendo normalmente suas funções, incluindo negociações de jogadores, contratação de treinador e demais decisões da rotina esportiva.

A juíza também esclareceu que a intervenção possui caráter transitório e não impede eventuais negociações para a venda das ações da SAF. O novo interventor terá ainda a missão de conduzir a gestão para possibilitar o retorno da administração eleita pelo clube ou, caso isso não seja viável, adotar providências para a convocação de uma nova assembleia deliberativa.

Paralelamente ao recurso apresentado, o Vasco protocolou na Justiça uma carta do empresário Marcos Lamacchia. No documento, o investidor afirma que a intervenção judicial impede, neste momento, a conclusão da operação para adquirir 90% da SAF. Segundo ele, os contratos estavam praticamente finalizados após mais de dois anos de negociações, mas o avanço da transação depende da definição do impasse judicial.

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