Torcedores do Vasco relataram restrições ao entrar no Maracanã com mais de um adesivo político, sob a justificativa da administração de evitar panfletagem, citando regras da Conmebol. O consórcio gerou críticas pela falta de padrão e por mudar suas explicações, enquanto o Nilton Santos não adotou medidas similares. Em campo, o Vasco perdeu de 3 a 1 para o Boca Juniors no estádio lotado e foi eliminado da semifinal da Copa Sul-Americana, apesar de ter vencido a partida de ida por 1 a 0.
Torcedores do Vasco denunciaram restrições à entrada com adesivos políticos no Maracanã. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, profissionais de segurança orientaram os frequentadores a utilizar apenas um adesivo político por pessoa. A situação provocou questionamentos sobre os critérios adotados pela administração do estádio, especialmente após mudanças nas justificativas apresentadas pelo consórcio responsável pela gestão do local.
De acordo com os relatos, torcedores que chegavam às catracas utilizando mais de um adesivo eram orientados a retirar os itens excedentes antes de entrar. A medida não representava uma proibição completa, mas estabelecia um limite para manifestações individuais. O principal ponto de discussão, conforme a apuração de O Globo, foi a ausência de uma orientação padronizada e de esclarecimentos consistentes sobre a aplicação da restrição.
Inicialmente, o consórcio do Maracanã atribuiu a orientação à Polícia Militar e ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe). Posteriormente, a administração mudou sua explicação e passou a mencionar o regulamento das competições continentais organizadas pela Conmebol, que proíbe "mensagens ofensivas, discriminatórias, políticas e religiosas".
Segundo a gestão do estádio, a utilização de um único adesivo seria tolerada como manifestação pessoal. No entanto, portar vários itens poderia ser interpretado como tentativa de distribuição de material político ou panfletagem dentro do Maracanã. Em contraste, o Botafogo informou que não estabeleceu restrições semelhantes no Estádio Nilton Santos. O clube afirmou que "não se envolve em questões políticas", afastando a existência de uma orientação institucional para limitar adesivos.
Dentro das quatro linhas, o Vasco foi eliminado pelo Boca Juniors na semifinal da Copa Sul-Americana. Após vencer a partida de ida por 1 a 0, na Argentina, o Cruz-Maltino sofreu uma dura derrota no jogo de volta, por 3 a 1, diante de um Maracanã lotado. Os gols do Boca foram marcados por Di Lollo, Merentiel e Paredes, sendo o último após uma falha decisiva do goleiro Léo Jardim nos minutos finais. Puma Rodríguez descontou para o Vasco.