O presidente do Vasco, Pedrinho, criticou o Consórcio Fla-Flu por tentar barrar na Justiça o duelo contra o Boca Juniors, pela Sul-Americana, no Maracanã, solicitado porque São Januário não cumpre as regras do torneio. O dirigente admitiu o desgaste na disputa de poder com os rivais e afirmou que reagirá com firmeza contra a Conmebol caso a entidade decida transferir a partida de volta para o Paraguai, classificando essa possível mudança de mando de campo para o exterior como uma covardia.
O presidente do Vasco, Pedrinho, criticou duramente o Consórcio Fla-Flu após uma nova ação judicial para impedir que o confronto contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, seja disputado no Maracanã. O dirigente também ameaçou reagir diretamente à Conmebol caso a entidade confirme a transferência da partida para o Paraguai.
Em entrevista à ESPN Brasil, Pedrinho explicou que a intenção inicial do clube era atuar em São Januário. No entanto, o estádio não atende às exigências do regulamento da competição continental, o que levou o Vasco a solicitar a utilização do Maracanã com antecedência.
O mandatário também questionou a postura do consórcio, formado por Flamengo e Fluminense, e citou divergências envolvendo o contrato para utilização do estádio.
"Só pedi para jogar no Maracanã porque eu não posso jogar em São Januário. Aí eu solicito o Maracanã ao Consórcio com antecedência. Muitas vezes, o presidente do Flamengo (Bap) diz que não reconhece o contrato, sendo que foi assinado pela dupla Fla-Flu", declarou.
Pedrinho ameaça tomar medidas contra a Conmebol
A disputa ganhou um novo capítulo após Pedrinho afirmar que soube de outra ação judicial enquanto estava no ônibus. Segundo o presidente, existe a possibilidade de a Conmebol transferir o confronto para o Paraguai caso uma nova decisão impeça o Vasco de exercer o mando de campo no Brasil.
O dirigente classificou uma eventual mudança como prejudicial ao clube e à competição sul-americana.
"Existe esse relatório da Conmebol, que poderia tirar o jogo do Brasil e levar para o Paraguai. Acho que é uma covardia com a instituição e com a competição se isso acontecer", afirmou.
Diante da possibilidade, Pedrinho prometeu um posicionamento firme contra a entidade caso a transferência seja confirmada. A Conmebol teria estabelecido que uma nova decisão judicial contrária à realização do duelo no Maracanã poderia levar a partida para um campo neutro em Assunção.
"Se o jogo for para o Paraguai, eu acho que vai ter que haver um posicionamento muito grande da minha parte, com relação à instituição Club de Regatas Vasco da Gama, diretamente com a Conmebol. Para mim, seria uma reavaliação do que é a Sul-Americana", completou.
Presidente do Vasco admite desgaste com o Flamengo
Pedrinho também falou sobre a relação com Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo. O dirigente vascaíno reconheceu o desgaste provocado pela disputa envolvendo o Maracanã e afirmou que o impasse deixou de ser uma questão exclusivamente técnica.
Segundo o mandatário, o Vasco precisa utilizar o estádio porque São Januário não está habilitado para receber o confronto dentro das exigências da Sul-Americana. Por isso, ele considera que a discussão deveria priorizar as necessidades esportivas do clube.
"Hoje, essa discussão — e eu assumo esse problema de relação mesmo, apesar de nunca ter tido um conflito direto com o presidente do Flamengo — virou uma coisa menos técnica e muito mais para ver quem tem a caneta mais pesada", declarou.
Pedrinho ainda ressaltou que a intenção do Vasco não é demonstrar poder diante dos rivais, mas garantir um local adequado para disputar a partida decisiva.
"Isso é um prejuízo, porque eu não estou fazendo força para ganhar, para dizer que eu sou poderoso. Zero. É porque eu preciso jogar", concluiu.
O confronto de volta contra o Boca Juniors está marcado para o dia 20 de outubro, às 21h30 (de Brasília). A disputa judicial entre o Vasco e o consórcio responsável pelo Maracanã, no entanto, colocou em evidência a incerteza sobre o local da partida.