A Justiça do Rio de Janeiro autorizou um financiamento de até R$ 150 milhões para o Vasco e marcou para 25 de setembro o leilão para a venda de 90% da nova SAF. O aporte será concedido pela empresa de Marcos Lamacchia, cuja proposta foi considerada a mais vantajosa. O empresário atuará como "stalking horse" no certame competitivo, tendo a prerrogativa de cobrir eventuais ofertas superiores para assumir o controle definitivo do futebol cruz-maltino.
Nesta quinta-feira (10), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a contratação de um novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões para o Vasco, ao passo que determinou a abertura do processo competitivo para a venda de 90% da nova SAF, conforme a decisão assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital.
Em seguida, a magistrada estabeleceu a deflagração do processo competitivo para a alienação da UPI Equity, que representa 90% da nova SAF do Vasco. Deste modo que as propostas serão apresentadas de forma fechada em audiência marcada para o próximo dia 25 de setembro, às 14h.
A Almirante Participações e Empreendimentos S.A. fornecerá o financiamento de R$ 150 milhões. Visto que esta empresa, ligada a Marcos Lamacchia, apresentou a proposta mais vantajosa no processo de busca por investidores.
Contudo, a liberação dos recursos não ocorrerá automaticamente em sua totalidade. Os desembolsos corresponderão às necessidades efetivas de liquidez da Vasco SAF, mediante o acompanhamento e a fiscalização da evolução do caixa.
Logo após os auxiliares do juízo e o Ministério Público emitirem pareceres positivos, a juíza aprovou o processo. O órgão ministerial apresentou sua posição nesta quinta-feira, no âmbito do processo de recuperação judicial.
Foi momento em que o promotor Gustavo Lunz concordou com os termos da manifestação conjunta dos três auxiliares do juízo. Ele não se opôs à homologação da contratação do Novo DIP nos termos propostos pelas recuperandas.
Lamacchia pode cobrir ofertas
Enquanto isso, a aprovação judicial gerava ansiedade nos bastidores do clube e também no próprio Marcos Lamacchia, o qual, em entrevista exclusiva, afirmou que aguardava a liberação do leilão com o intuito de "transformar o Vasco".
Por fim, caso nenhum concorrente apresente uma oferta superior que avance no certame, o tribunal declarará a proposta de Marcos Lamacchia como vencedora, de modo que ela seguirá para as próximas etapas, a exemplo da aprovação nos Conselhos do Vasco, tendo em vista que o empresário ainda deterá o direito de cobrir qualquer proposta superior, por atuar como o stalking horse da negociação.
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