Credores se mobilizam e aumentam pressão sobre o Vasco

Com prazo até 2038 e limite anual de pagamentos, proposta da SAF enfrenta contestações, que apontam falta de garantias e cobram maior rigor da CNRD

10 abr 2026 - 12h09
(atualizado às 13h17)
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Foto: Matheus Lima/Vasco / Esporte News Mundo

O Vasco da Gama enfrenta forte resistência na tentativa de aprovar seu terceiro plano coletivo de pagamento de credores junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), ligada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A proposta apresentada pela SAF cruzmaltina estabelece um limite de desembolso anual de R$ 10 milhões até 2038, o que gerou reação imediata de clubes e representantes do mercado.

O processo já entrou em fase definitiva, após o encerramento do prazo para manifestações das partes nas últimas semanas. A expectativa é de que a CNRD publique uma decisão em breve, em meio a um ambiente de desconfiança entre os credores.

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Entre os principais opositores estão Fluminense, Santos e Red Bull Bragantino, além de empresas de agenciamento esportivo como a Link Sports, OTB Sports e Guadagno Sports. Os credores contestam as condições oferecidas e cobram maior rigor do órgão na avaliação do plano.

As críticas se concentram, principalmente, na falta de transparência das projeções financeiras e na ausência de garantias consideradas sólidas para assegurar o cumprimento do cronograma até 2038. Também há questionamentos sobre a coerência entre o discurso de restrição orçamentária e os investimentos recentes do clube na contratação de jogadores.

Outro ponto de tensão envolve a atualização da lista de credores. Entre fevereiro e março de 2026, novos débitos, que somam cerca de R$ 1,7 milhão, foram incorporados ao plano, ampliando o número de beneficiários e reduzindo o valor potencial a ser recebido individualmente.

Na avaliação de representantes jurídicos, o modelo apresentado pode resultar na desvalorização das dívidas e até incentivar a inadimplência. Além disso, há críticas à ausência de mecanismos mais rígidos de punição, como multas ou bloqueio de receitas, em caso de descumprimento.

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Enquanto isso, o clube argumenta que a proposta segue critérios de sustentabilidade financeira e faz parte de um processo mais amplo de reestruturação econômica. O Vasco da Gama também sustenta que as contratações recentes estão alinhadas ao planejamento orçamentário e não comprometem a execução do plano.

Paralelamente, a diretoria já iniciou o pagamento de cerca de R$ 10 milhões referente a um acordo coletivo anterior, tentando demonstrar capacidade de honrar compromissos. Ainda assim, o desfecho do caso permanece indefinido e dependerá da análise final da CNRD.

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