A CBF decidiu não divulgar os áudios do VAR sobre o pênalti não marcado para o Vasco na derrota por 1 a 0 contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa do Brasil, alegando que o protocolo dispensa a publicação quando não há revisão no monitor. O lance gerou forte revolta na diretoria vascaína, que cobrou o árbitro Anderson Daronco e criticou a atuação da arbitragem. Os clubes poderão ter acesso ao material em reunião interna, e a vaga na final será decidida no domingo, em São Januário.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu não divulgar publicamente os áudios do VAR referentes ao possível pênalti reclamado pelo Vasco na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, pela partida de ida das semifinais da Copa do Brasil. O lance, envolvendo um toque de mão do zagueiro Alexander Barboza dentro da área, provocou forte insatisfação entre jogadores e dirigentes cruz-maltinos.
A jogada aconteceu no segundo tempo do confronto disputado no Nubank Parque. Após a bola atingir o braço de Barboza, os jogadores do Vasco pediram a marcação de um pênalti, mas o árbitro Anderson Daronco determinou a continuidade da partida. A equipe responsável pelo VAR analisou o episódio e não recomendou uma revisão no monitor.
A justificativa para a ausência de divulgação está relacionada ao protocolo adotado pela CBF. Como não houve uma revisão formal no monitor de campo, conhecida como on-field review, a entidade não disponibilizará os diálogos da cabine em seu site oficial.
Embora os áudios não sejam publicados, Palmeiras e Vasco poderão ter acesso às explicações durante a reunião semanal interna da comissão de arbitragem. O clube carioca também poderá solicitar formalmente a apresentação do material para compreender os critérios utilizados na análise.
A insatisfação vascaína ficou evidente logo após o apito final. O presidente Pedrinho abordou Daronco no túnel de acesso aos vestiários e cobrou explicações sobre a jogada. Imagens mostraram o dirigente gesticulando e reproduzindo o movimento do braço de Barboza durante a reclamação. O diretor de futebol Felipe também participou das cobranças, dirigindo-se ao quarto árbitro para questionar as decisões tomadas durante o confronto.
Outro dirigente que demonstrou indignação foi Admar Lopes. Ele classificou a atuação da arbitragem como "vergonhosa" e afirmou que o erro "pode ter decidido um dos finalistas".
Além do possível pênalti, a equipe carioca também contestou a expulsão do zagueiro Alan Saldívia, que recebeu o segundo cartão amarelo após cometer uma falta tática em Vitor Roque.
A partida de volta está marcada para domingo (8), às 17h, em São Januário. O Palmeiras garante vaga na final com qualquer empate, enquanto o Vasco precisa vencer por um gol de diferença para levar a decisão aos pênaltis ou por dois ou mais gols para avançar diretamente.