Morre Claudio Carsughi, ícone do jornalismo esportivo, aos 93 anos

Jornalista ítalo-brasileiro construiu uma carreira de mais de sete décadas e se tornou uma das principais referências do automobilismo no Brasil

10 set 2026 - 09h55
(atualizado às 09h55)
Resumo
O jornalista Claudio Carsughi morreu nesta quinta-feira (10), aos 93 anos, em São Paulo, devido a uma infecção generalizada. Nascido na Itália e radicado no Brasil, ele uniu a formação em engenharia à cobertura esportiva, tornando-se referência em análises técnicas de automobilismo, Fórmula 1 e futebol. Em sua trajetória iniciada antes da Copa de 1950, destacou-se por quase seis décadas na Rádio Jovem Pan, além de passagens marcantes pela ESPN Brasil e pela revista Quatro Rodas. Deixa filhos e netas.
Claudio Carsughi trabalhou muitos anos como comentarista na ESPN Brasil e Rádio Jovem Pan –
Claudio Carsughi trabalhou muitos anos como comentarista na ESPN Brasil e Rádio Jovem Pan –
Foto: Reprodução / Jogada10

Morreu nesta quinta-feira (10), aos 93 anos, Claudio Carsughi, considerado um ícone do jornalismo esportivo e automobilístico. Ele estava internado em São Paulo há uma semana após apresentar uma infecção. A doença, porém, evoluiu para um quadro de infecção generalizada.

Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Carsughi chegou ao Brasil em 1946, ainda adolescente. Poucos anos depois, iniciou sua trajetória na imprensa ao trabalhar como correspondente do jornal italiano 'Corriere dello Sport'. Na função, acompanhou, inclusive, os preparativos para a Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil.

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Além do jornalismo, Carsughi tinha formação em engenharia. Essa combinação, aliás, ajudou a transformar o profissional em uma referência nas análises técnicas do automobilismo, especialmente da Fórmula 1.

Claudio Carsughi trabalhou muitos anos como comentarista na ESPN Brasil e Rádio Jovem Pan –
Foto: Reprodução / Jogada10

Carreira marcada pelo automobilismo

Carsughi ganhou, assim, grande projeção no rádio. Ele integrou a equipe da Rádio Jovem Pan por décadas, onde trabalhou como comentarista esportivo e acompanhou diferentes gerações do futebol e do automobilismo. Sua passagem pela emissora, aliás, se estendeu de 1957 a 2015.

Ao longo da carreira, o jornalista também trabalhou em veículos especializados do setor automotivo. Entre eles, esteve a revista 'Quatro Rodas', além de outras publicações ligadas ao segmento.

Entre os capítulos mais importantes da carreira de Carsughi está a passagem pela ESPN Brasil. Em 1996, o jornalista passou a integrar a equipe do canal como comentarista de Fórmula 1 e futebol. Ele permaneceu na emissora até 2005.

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Carsughi deixa dois filhos, quatro netas e um bisneto. Ele era viúvo de Hilda Carsughi, que morreu em 2009.

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