Justiça manda SBT pagar R$ 1,9 milhão a parceira da Copa do Mundo

Canal esportivo acusa emissora de reter receitas comerciais do torneio, cobra R$ 40 milhões no total e Grupo Silvio Santos recorre

13 out 2026 - 22h27
Resumo
A Justiça de São Paulo determinou que o SBT pague R$ 1,9 milhão em até 48 horas à N Sports, sua parceira na transmissão da Copa do Mundo, para cobrir despesas urgentes. A produtora acusa a emissora de reter receitas de patrocínio e pede bloqueios de até R$ 40 milhões, crise que motivou a saída de Galvão Bueno da sociedade. O SBT contesta os valores cobrados, alega custos operacionais e descontos comerciais usuais, e já recorreu para tentar suspender a ordem judicial.
Tiago Leifert e Galvão Bueno foram os principais narradores da emissora na Copa –
Tiago Leifert e Galvão Bueno foram os principais narradores da emissora na Copa –
Foto: Divulgação / SBT / Jogada10

A Justiça de São Paulo determinou que o SBT realize o pagamento de R$ 1,9 milhão à N Sports, sua parceira na transmissão da Copa do Mundo. A decisão judicial fixou um prazo rigoroso de até 48 horas para a quitação do montante. O magistrado responsável pelo caso acolheu os argumentos da empresa de mídia esportiva para socorrer despesas operacionais urgentes.

Além disso, o canal esportivo alegou risco iminente de colapso financeiro decorrente de salários e fornecedores atrasados. Com isso, o litígio empresarial ganhou contornos dramáticos e provocou até o afastamento do narrador Galvão Bueno, que deixou a sociedade por discordar da briga judicial. Portanto, a emissora da família Abravanel já protocolou recurso para suspender a ordem de transferência imediata.

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N Sports acusa quebra de repasses publicitários da Copa

De fato, a parceria comercial previa a divisão dos lucros das cotas de patrocínio negociadas para a cobertura do evento futebolístico. A emissora de televisão aberta comercializou os pacotes publicitários e deveria transferir 26% das receitas brutas para a aliada. No entanto, a produtora alega que o SBT reteve valores substanciais das vendas e gerou rombos no caixa operacional.

Por essa razão, a empresa pede o bloqueio judicial de até R$ 40 milhões das contas ligadas ao Grupo Silvio Santos para garantir o ressarcimento completo. Contudo, o tribunal autorizou apenas a verba emergencial neste primeiro momento processual.

Tiago Leifert e Galvão Bueno foram os principais narradores da emissora na Copa –
Foto: Divulgação / SBT / Jogada10

SBT contesta valores e alega descontos concedidos no mercado

Por outro lado, o SBT sustenta que arcou com custos operacionais pesados para viabilizar as transmissões e contesta os valores cobrados na petição inicial. A diretoria da rede paulista argumenta que grandes anunciantes receberam descontos comerciais compatíveis com a prática usual do mercado publicitário. Assim, a rede afirma que já havia estruturado um parcelamento administrativo prévio de R$ 17 milhões para quitar eventuais pendências.

Dessa maneira, a defesa da emissora tenta cassar a decisão liminar alegando cumprimento das diretrizes contratuais firmadas antes do torneio. Por fim, o processo segue em tramitação nas varas cíveis da capital paulista enquanto as partes tentam conter os danos públicos causados pela controvérsia.

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