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Sono e performance: por que dormir bem é parte do treino

Médico Arthur Feltrin explica a importância de um descanso adequado para atletas terem boa performance no esporte

22 abr 2026 - 13h27
(atualizado às 13h27)
Médico Arthur Feltrin
Médico Arthur Feltrin
Foto: Divulgação / Esporte News Mundo

Em um momento em que a busca por performance ganha cada vez mais espaço na rotina, um fator ainda é frequentemente negligenciado: o sono. Treinos estruturados e alimentação equilibrada seguem como pilares importantes, mas a qualidade do descanso tem se consolidado como um dos principais determinantes de resultado físico, cognitivo e metabólico.

Durante o sono, o corpo entra em um estado altamente ativo do ponto de vista biológico. É nesse período que ocorre a liberação de hormônios importantes, como o do crescimento e a testosterona, além de processos fundamentais como recuperação muscular, reposição de energia e regulação inflamatória.

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Segundo o médico Arthur Feltrin, especialista em medicina integrativa e medicina do estilo de vida da clínica Longevitar, o impacto do sono vai muito além do descanso.

"Existe uma percepção comum de que a evolução acontece no treino, mas ela acontece na recuperação. É durante o sono que o organismo reorganiza funções essenciais, repara tecidos e se prepara para o próximo estímulo", explica.

A privação de sono, mesmo que parcial, já é suficiente para comprometer o desempenho. Estudos mostram que noites mal dormidas estão associadas à redução de força e potência muscular, pior coordenação motora, aumento da percepção de esforço e queda de desempenho cognitivo.

"Uma única noite mal dormida já altera a resposta do corpo ao exercício. O indivíduo treina mais cansado, com menor eficiência e maior risco de lesão. Quando isso se repete, o impacto deixa de ser pontual e passa a comprometer a evolução como um todo", afirma Feltrin.

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Além da quantidade de horas dormidas, o horário do treino também influencia a qualidade do sono. O corpo segue um ritmo biológico conhecido como ritmo circadiano, que regula variações de temperatura, energia e disposição ao longo do dia. Em geral, a performance física tende a ser melhor no final da tarde e início da noite, mas treinos intensos muito próximos ao horário de dormir podem dificultar o início do sono e reduzir sua qualidade.

"A escolha do horário do treino precisa considerar o funcionamento individual. Exercícios pela manhã ajudam a regular o ciclo biológico e aumentam a disposição ao longo do dia. Já no período noturno, o ideal é optar por atividades mais leves, que não mantenham o organismo em estado de alerta", orienta o médico.

Nesse contexto, o sono deixa de ser visto como uma pausa passiva e passa a ocupar um papel estratégico dentro da rotina.

"A performance começa na noite anterior. Sem recuperação adequada, não existe consistência, e sem consistência não existe evolução. O sono é um dos pilares mais importantes para quem busca resultado, saúde e longevidade", finaliza Feltrin.

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