O Conselho Deliberativo do São Paulo vota nesta quinta-feira a expulsão do ex-presidente Julio Casares do quadro de associados, necessitando de 171 votos favoráveis para a aprovação. A medida baseia-se em um relatório da Comissão de Ética que aponta irregularidades em sua gestão, incluindo cerca de R$ 7 milhões em saques sem documentação comprobatória e R$ 1 milhão em gastos no cartão corporativo com itens de luxo, somando-se a denúncias prévias sobre a venda de ingressos de camarote no Morumbis.
O futuro de Julio Casares como associado do São Paulo será definido nesta quinta-feira (10). O Conselho Deliberativo realiza uma votação online para decidir a exclusão do ex-presidente do quadro social. O processo termina às 17h (de Brasília) e envolve uma recomendação apresentada pela Comissão de Ética do clube.
Para aprovar a punição, são necessários 171 votos favoráveis entre os 255 integrantes do Conselho. O número corresponde a dois terços do colegiado. Nesse sentido, a análise considera possíveis irregularidades atribuídas à administração de Casares, que comandou o Tricolor Paulista entre 2021 e 2026 antes de deixar a presidência.
Comissão aponta problemas na gestão
A recomendação foi elaborada pela Comissão de Ética e aprovada por unanimidade pelos cinco integrantes do órgão. O relatório cita aproximadamente R$ 7 milhões em saques realizados durante a gestão de Casares sem documentação considerada suficiente para esclarecer a origem, a finalidade e o destino dos recursos.
Outro ponto analisado envolve o cartão corporativo utilizado durante o mandato. De acordo com o levantamento, as despesas chegaram a R$ 1 milhão e incluíram pagamentos em restaurantes, uma casa de charutos e estabelecimentos de luxo. Além disso, a comissão defende a devolução de eventuais valores utilizados para fins particulares aos cofres do São Paulo.
A crise política envolvendo Casares ganhou força após denúncias sobre a comercialização de ingressos de um camarote do Morumbis durante shows. A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso, enquanto conselheiros apresentaram um pedido de impeachment. Em seguida, Casares deixou a presidência em janeiro, antes da votação final dos associados.
A situação financeira também aumentou a pressão sobre o ex-dirigente. Em março, o Conselho rejeitou as contas referentes a 2025 apesar do superávit de R$ 56 milhões. O relatório apontou R$ 11 milhões em saques durante o período, sendo cerca de R$ 6,95 milhões sem comprovação adequada, classificados como despesas promocionais.
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