São Paulo faz duras acusações contra Julio Casares e cita gastos com artigos de luxo

23 out 2026 - 20h59
Resumo
Em contestação judicial, o São Paulo rebateu a ação movida pelo ex-presidente Julio Casares, classificando sua defesa como desleal. O clube o acusa de usar o cartão corporativo para gastos pessoais de luxo, somando mais de R$ 1 milhão, além de realizar saques de R$ 11 milhões com R$ 7 milhões sem comprovação adequada. Expulso do quadro social por gestão temerária, Casares alega perseguição política e boa-fé por ter ressarcido parte dos valores. O clube pede a extinção do processo na Justiça.

A disputa judicial entre o São Paulo e Julio Casares ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (23). O clube apresentou uma contestação à ação movida pelo ex-presidente e fez duras críticas aos argumentos utilizados pelo antigo dirigente para se defender das acusações de irregularidades durante sua administração.

Julio Casares em coletiva (Foto: Rubens Chiri/SPFC)
Julio Casares em coletiva (Foto: Rubens Chiri/SPFC)
Foto: Julio Casares em coletiva ( Rubens Chiri/SPFC) / Gávea News

Segundo informações do ge, os advogados do São Paulo classificaram as alegações de Casares como "alucinações". O clube também acusa o ex-presidente de tentar transferir para funcionários e subordinados a responsabilidade por decisões tomadas durante sua gestão.

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Um dos principais pontos da contestação envolve o uso do cartão corporativo. De acordo com o relatório da Comissão de Ética, Casares realizou despesas pessoais em restaurantes, lojas de artigos de luxo, charutarias, salões de beleza, estabelecimentos médicos e petshops.

As investigações internas identificaram mais de R$ 1 milhão em gastos no cartão corporativo ligado ao ex-presidente. Desse montante, Casares devolveu R$ 560.401,74 ao São Paulo. O dirigente sustenta que o ressarcimento demonstra boa-fé e afasta a existência de dolo ou culpa grave.

Outro ponto questionado envolve os saques realizados das contas do clube. Durante os cinco anos de administração de Casares, foram retirados aproximadamente R$ 11,05 milhões. Segundo a Comissão de Ética, cerca de R$ 7 milhões não apresentavam documentação suficiente para comprovar adequadamente a origem, a finalidade e o destino dos recursos.

Na manifestação judicial, o São Paulo também criticou a tentativa do ex-presidente de atribuir responsabilidades a integrantes de outros departamentos.

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"Trata-se de tentativa desleal — e traiçoeira — de quem, tendo concentrado o poder, pretende dividir a culpa com funcionários e subordinados", afirmou o clube.

Casares nega ter cometido gestão temerária e afirma que foi vítima de uma "trama política". Em sua defesa, argumenta que os saques foram utilizados para pagamentos de premiações a jogadores, prestadores de serviços e despesas promocionais.

O ex-presidente foi expulso do quadro associativo do São Paulo em setembro, após decisão do Conselho Deliberativo baseada nas conclusões da Comissão de Ética. Posteriormente, recorreu à Justiça para contestar as acusações que fundamentaram a punição.

Na resposta apresentada nesta sexta-feira, o São Paulo solicitou a extinção da ação sem julgamento do mérito. Caso o processo tenha continuidade, o clube pede que as solicitações de Casares sejam julgadas improcedentes e que ele seja condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios.

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O caso tramita na 9ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. A defesa de Casares terá prazo de 15 dias para se manifestar sobre a contestação apresentada pelo clube.

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