Advogado joga um balde de água fria nas pretensões do Santos de tentar anular jogo que Neymar foi substituído

Elthon Costa destaca que placar elástico de 3 a 0 vai impedir que o time paulista tenha êxito no STJD

20 mai 2026 - 15h13
Neymar foi substituído por engano
Neymar foi substituído por engano
Foto: CO VIANA/THENEWS2 / Estadão

O departamento jurídico do Santos entrou nesta quarta-feira, 20, com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pedindo a anulação da derrota por 3 a 0 para o Coritiba, domingo, 17, na Neo Química Arena, pelo Brasileirão, pela substituição por engano de Neymar.

Apesar dos esforços, o advogado Elthon Costa, que também é Presidente da Comissão de Direito do Trabalho do Instituto Juristas e especialista em Direito Desportivo, jogou um balde de água fria nas pretensões do time santista.

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“Não vai conseguir anular o jogo por conta do resultado ser muito mais vantajoso para o Coritiba (3 a 0), que vai ficar com muito mais prejuízo. Não foi o Coritiba que provocou o problema, briga, conflito que encerrou a partida prematuramente. O que ocorreu é fato que a arbitragem parece ter se confundido com a questão da numeração. Mas isso não parece, por si só, ser o suficiente para realmente a partida ser anulada”, explicou Elthon Costa em entrevista exclusiva ao Terra. “Eu imagino que esse deve ser o entendimento de algum outro auditor durante o julgamento”.

Para Elthon, o time paranaense tem um álibe a seu favor.  “A gente já tinha mais da metade da partida recorrida. Na minha visão é que independente do resultado, imagino que seja mantido o resultado de campo, pois é um placar bastante vantajoso. O Coritiba tem um contraponto dizendo que se o jogador não estava fazendo gol, não estava acabando com a partida”, falou.

“As consequências do erro de fato é que precisam ser analisadas diante das consequências do erro porque é uma partida de futebol e é imprevisível Qual a previsibilidade do atleta que saiu fazer, por exemplo, três gols? Se ele fosse ficar para pelo menos empatar o resultado, isso precisa ser pesado. Quem entrou não performou. O placar não mudou. Não foram três, quatro substituídos e sim apenas um atleta e isso precisa pesar nesse caso”.

O advogado destaca que a arbitragem pode ser punida. “Eu imagino que quem pode ser punido seja a própria comissão de arbitragem”, argumentou. “Há um erro  que realmente o Santos não provocou e que o árbitro não observou. Ao que parece, pelo menos o documento que o próprio Neymar mostra na câmera, comprova que o número que o Santos pediu, que o técnico teria pedido para ser substituído, não era o dele, era um outro número. Essa evidência é fatídica dessa prova documental”.

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Elthon Costa destacou, no entanto, que o clube paulista agiu dentro da lei tentando anular o jogo. “A gente chama nesse caso, de erro de fato, famosos erros grosseiros de arbitragem. O  erro de um episódio que ocorreu ali no campo e que é totalmente inesperado, uma atitude errada por parte do árbitro que tirou um jogador de campo”, falou. “Está no artigo 259, parágrafo primeiro do CBJD, que é o Código Brasileiro de Justiça Desportiva”.

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Fonte: Portal Terra
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