O Paysandu deu um passo decisivo para reorganizar suas finanças. Neste sábado (21), o presidente Márcio Tuma confirmou que a Justiça do Pará deferiu o pedido de Recuperação Judicial do clube.
A medida envolve a renegociação de uma dívida total de R$ 16.762.086,24. O objetivo da diretoria é estruturar os pagamentos sem comprometer o orçamento do futebol na temporada 2026.
Do montante, cerca de R$ 5 milhões correspondem a dívidas trabalhistas, que têm prioridade legal. Outros R$ 11,7 milhões são referentes a débitos cíveis, como contratos e compromissos com fornecedores.
Com o deferimento, o Paysandu entra no chamado "período de blindagem". Na prática, ficam suspensos bloqueios judiciais, penhoras e retenções de receitas, como cotas de televisão e patrocínios. O clube terá 60 dias para apresentar um plano detalhado de pagamento aos credores, com possibilidade de prazos estendidos e eventuais descontos.
PODIUM AUTO SPA INFORMA!
ATENÇÃO!
Conforme documento (de domínio público) a justiça se posiciona sobre o pedido do @Paysandu de RECUPERAÇÃO JUDICIAL, atribuindo à causa o valor de R$ 16.762.086,24
Em contato com o diretor jurídico Bruno Castro, ele me informa:
"O clube,… pic.twitter.com/PxZx9w8mEC
— Magno Fernandes (@Cf27Magno) February 21, 2026
Para conduzir o processo, a diretoria contratou o escritório Lollato e Rangel, especializado em Recuperação Judicial no futebol brasileiro. A decisão é tratada internamente como um divisor de águas: a tentativa de estancar problemas acumulados ao longo de décadas e dar previsibilidade ao caixa.
O próximo passo será a apresentação do plano aos credores, prevista para abril. Depois, haverá assembleia para votação. Se aprovado, o clube ganha caminho mais estável para equilibrar as contas e concentrar esforços dentro de campo.