Junior Rocha escreveu seu nome na história do Paysandu. Na Curuzu desde o início desta temporada, o técnico de 44 anos desembarcou no Pará com a missão de reconstruir o Papão após queda para a Série C do Brasileirão e, logo de cara, conquistou o título do Campeonato Paranaense sobre o Remo.
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Contra o adversário da primeira divisão do Brasileirão, o Paysandu venceu o jogo de ida da final por 2 a 1 e segurou o empate sem gols na volta para levantar o troféu. De quebra, o triunfo na primeira partida aumentou a crise no rival, que demitiu o técnico Juan Carlos Osório.
A vitória foi apenas mais um passo para um grupo que conta com 15 jogadores formados pela equipe. Mesmo com a juventude e o Paysandu na Série C, Rocha garante que o elenco está acima do nível de outros times da divisão. Após a vitória no estadual, a expectativa maior da temporada fica pelo acesso no Campeonato Brasileiro, com primeira rodada marcada para o dia 4 de abril, contra o Volta Redonda, fora de casa.
“Nós temos uma equipe aqui, no mínimo, nível Série B alta. A gente consegue jogar de igual pra igual com qualquer equipe. A gente sempre teve muito respeito por eles, mas nunca tememos. A gente ensaia, treina. Hoje os treinos estão muito parecidos com o jogo, a intensidade de treino, a qualidade dos treinos, e a gente foi para o clássico sabendo que teríamos condições de jogar de igual para igual e que esse tipo de jogo é decidido em detalhes”, explica ao Terra.
Em meio ao cenário de reconstrução, Rocha coloca o torcedor bicolor como diferencial. Ao longo da carreira, ele também treinou Luverdense, Novorizontino, CRB, Santa Cruz, Figueirense, Inter de Limeira, Guarani, Ferroviária e Caxias.
“A atmosfera que eu tenho vivido aqui, neste momento, tem sido muito especial. A torcida do Paysandu realmente cria uma atmosfera no estádio como eu nunca tinha visto nesses 13 anos de carreira”, destaca o treinador.
Na volta por cima, inclusive, o estádio lotado tem sido fundamental também para criar “casca” nos jogadores mais jovens do Paysandu.
“O maior desafio nosso foi a reconstrução, depois de um descenso da forma que foi ano passado, ficaram muito poucos remanescentes. Nós tivemos que reconstruir praticamente do zero. Quando chegamos, tinha dois atletas profissionais e o restante da base querendo uma oportunidade sem ter tido essa experiência. Logo a gente percebeu que no jogo eles teriam também condições de cumprir essas funções e a expectativa ficou para a questão mental, a questão da pressão da torcida, que desde que nós iniciamos aqui, principalmente na Curuzu e no Mangueirão, casa cheia em todos os jogos, a torcida do Paysandu é única”, completa.