Luiz Henrique, de 25 anos, vive a expectativa de disputar uma Copa do Mundo pela primeira vez na carreira. Ídolo do Botafogo e atualmente no Zenit, da Rússia, o atacante apareceu em três das quatro convocações de Carlo Ancelotti. A única exceção foi a primeira lista do treinador italiano.
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Mesmo quando ficou fora dos convocados, o camisa 11 não desanimou e continuou trabalhando na equipe de São Petersburgo com a confiança de que voltaria a ser chamado. O retorno foi triunfal: saiu do banco, botou fogo na partida e participou de dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, no Maracanã.
“Aquele jogo foi o sonho da minha vida. Foi um jogo que todos os torcedores brasileiros viram quem era o Luiz Henrique de verdade. Quando cheguei em casa, não conseguia ficar parado. Ficava o tempo memorizando esse jogo. Toda hora querendo ver os vídeos, mensagens no WhatsApp e Instagram. Isso foi muito importante para mim, quero fazer isso sempre na Seleção Brasileira. Quero mostrar meu talento, meu potencial para eles cada dia ver mais quem é o Luiz Henrique que pode ajudar a Seleção”, conta em entrevista exclusiva ao Terra.
A atuação rendeu elogios públicos e também uma conversa motivadora com Ancelotti: “Depois do jogo, ele me parabenizou, falou que joguei muito bem, pra continuar nessa mesma pegada, foco e concentração quando estiver dentro de campo.”
Apesar de ter ficado quase 10 meses sem ser convocado em período que parte coincidiu com seu desembarque na Rússia antes do ‘jogo dos sonhos’, Luiz Henrique aproveitou para evoluir dentro de campo em sua primeira temporada no leste europeu.
Após receber o título de Rei da América e conduzir o Botafogo aos troféus do Brasileirão e da Libertadores com seu estilo de jogo de dribles e velocidade, o craque se deparou com um jogo muito mais físico e de contato no futebol russo.
“O futebol é muito diferente do Brasil. Aqui é mais físico, é muita trombada. Quando cheguei, tive que aprimorar isso dentro do meu futebol. Isso ajuda muito também quando você vai para outros clubes, seja da Inglaterra ou aqui na Rússia. É um futebol que é muito corrido, os jogadores ficam mais com a bola. No começo foi um pouco difícil, estranhei um pouco, mas depois eu vim trabalhando sobre esses aspectos físicos para colocar em prática nos jogos”, recorda sobre os primeiros meses.
Além da partida contra o Chile, Luiz Henrique entrou em campo contra Bolívia, Japão, Senegal e Tunísia sob o comando de Ancelotti. A um dia para a convocação para amistosos contra França e Croácia, ele evita pensar na última lista antes da definitiva para a Copa do Mundo.
“Eu sigo a vida, mas no dia da convocação fico mais ansioso, esperando o Ancelotti falar meu nome. Mas antes disso não fico preocupado, porque isso pode me atrapalhar no dia a dia. E o que vai me levar para a Copa do Mundo é o meu trabalho no Zenit, o que eu posso ajustar bem dentro de campo. Isso vai me levar a estar na Copa do Mundo. Todo dia trabalho com humildade e pés no chão para que nessa reta final eu possa estar na Copa e, se Deus quiser, a gente possa levar essa taça para a nação brasileira”, afirma o craque.
Na Copa do Mundo, inclusive, Luiz Henrique pode voltar a dividir vestiário com um velho amigo: Igor Jesus. Eles estiveram juntos no ataque do Botafogo no histórico ano de 2024 e ainda deixam saudade no torcedor, que pode sonhar com a reedição da dupla.
“A gente mantém contato sempre. O Igor é um jogador de muita qualidade, é um cara que com o trabalho dele no Nottingham eu creio que pode sim estar na Copa do Mundo e também nos amistosos. É um moleque que tem muito potencial, então a gente tá sempre conversando pra gente trabalhar sempre e mostrar o nosso talento, a nossa qualidade e, quando for a convocação, a gente vai estar junto. Brincando juntos e comemorando quando a gente fizer gol”, destaca.
Se Luiz Henrique concorre por uma vaga entre os 26 nomes que vão representar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, quem também pleiteia por um lugar na lista de Ancelotti é Neymar. Embora nunca tenha jogado com o camisa 10 do Santos, o atacante foi alvo de um comentário do ídolo no ano passado.
Após o atacante do Zenit opinar que Neymar poderia ajudar na marcação e no sistema defensivo, o craque do Santos pareceu não gostar do comentário e comentou com um “ah, pronto” em uma publicação da entrevista.
Apesar da repercussão da interação na época, Luiz Henrique garantiu que não houve nada além do que foi visto publicamente e, inclusive, destacou a confiança de que o ídolo estará na Copa do Mundo.
“Não teve [conversa com o Neymar], mas creio que a internet interpretou mal. Às vezes, posso ter me expressado errado ou ele entendeu errado, mas isso faz parte do futebol. Eu sou muito fã do Neymar. O Neymar é um cara que merece tudo no futebol, como já conquistou bastante coisa e tá conquistando ainda. É um cara de alto nível, muito trabalhador e merece muito também estar na Seleção Brasileira. Tenho certeza que ele vai estar lá e vai nos ajudar”, completa.
Na atual temporada do futebol europeu, Luiz Henrique soma dois gols e duas assistências em 22 partidas. O Zenit ocupa a segunda colocação do Campeonato Russo e luta contra o Krasnodar pelo título da competição.