Palmeiras x Estudiantes: Relembre a final da Libertadores de 1968

Time argentino levou a melhor após três duelos e conquistou sua primeira Libertadores. Agora, em 2026, o Palmeiras pode ter sua revanche

23 out 2026 - 09h12
(atualizado às 09h13)
Resumo
Palmeiras e Estudiantes decidirão a Libertadores de 2026 reeditando a histórica final de 1968. Naquela ocasião, os argentinos venceram a ida por 2 a 1, mas o Verdão igualou a disputa ao fazer 3 a 1 no Pacaembu. No jogo de desempate, realizado no Estádio Centenário em Montevidéu, o time de La Plata triunfou por 2 a 0, com gols de Ribaudo e Verón, e conquistou o primeiro de seus quatro títulos continentais. Em 2026, os clubes voltam a se enfrentar buscando, respectivamente, o tetracampeonato e o pentacampeonato.
Base do Palmeiras-1968. Em pé: Geraldo, Valdir, Osmar, Baldochi, Dudu e Ferrari. Agachados: Suingue, Tupãzinho, Servilio, Ademir Da Guía e Rinaldo.
Base do Palmeiras-1968. Em pé: Geraldo, Valdir, Osmar, Baldochi, Dudu e Ferrari. Agachados: Suingue, Tupãzinho, Servilio, Ademir Da Guía e Rinaldo.
Foto: Divulgação Conmebol / Jogada10

Palmeiras e Estudiantes farão em 28 de novembro a grande final da Libertadores-2026. O Verdão eliminou o Fluminense. Agora busca o tetra (ganhou em 1999, 2020 e 2021). O time argentino eliminou o Flamengo. Tenta o penta (ganhou em 1968/69/70 e 2009). Mas esta não será a primeira vez que as equipes vão se encontrar numa final da principal competição continental. Afinal, isso já ocorreu em 1968. Quem levou a melhor foi o time argentino. Venceu em casa por 2 a 1, mas perdeu na volta por 3 a 1 no Pacaembu para a Academia. Com isso, a decisão foi para um jogo de desempate, curiosamente no mesmo local que será a final deste ano: o Estádio Centenário. Enfim, deu Estudiantes: 2 a 0.

Como foi a campanha de Estudiantes e Palmeiras até a final

Na fase de grupos e na segunda fase, Estudiantes e Palmeiras tiveram campanhas parecidas. Na fase de grupos, ambos com 11 pontos em primeiro lugar, abrindo seis para o segundo colocado. O time argentino ficou à frente de Independiente-ARG e dos colombianos Deportivo Cali e Millonarios. Já o Palmeiras ficou na dianteira dos pernambucanos do Náutico, além dos venezuelanos Deportivo Português e Deportivo Galícia.

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Entretanto, na semifinal, o Palmeiras teve um desempenho melhor: bateu o Peñarol duas vezes (1 a 0 e 2 a 1), enquanto o Estudiantes perdeu para o também argentino Racing por 2 a 0, mas fez 3 a 0 na volta.

Base do Palmeiras-1968. Em pé: Geraldo, Valdir, Osmar, Baldochi, Dudu e Ferrari. Agachados: Suingue, Tupãzinho, Servilio, Ademir Da Guía e Rinaldo.
Foto: Divulgação Conmebol / Jogada10

Final - Jogo de ida

Por ter melhor campanha, o Palmeiras teve a vantagem de jogar a volta em casa, e a ida foi em La Plata. Quase deu Verdão. Afinal, logo aos seis minutos, Servílio, concluindo de primeira um cruzamento rasteiro da direita, abriu o placar. O Estudiantes só foi empatar aos 38 da etapa final, num belo chute cruzado de Juan Ramón Verón (o La Bruja e pai de Juan Sebastián Verón, o grande astro da Argentina no início deste século). Ele invadiu pela direita e chutou sem chance para Valdir de Moraes. Contudo, aos 43, Flores se antecipou à marcação e fez o gol da virada.

ESTUDIANTES 2X1 PALMEIRAS

Data: 2/5/1968

Local: Estádio Jorge Hirschi, La Plata (ARG)

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Público estimado: 35.000

Gols: Servílio, 6'/1ºT (0-1); Verón, 38'/2ºT (1-1); Flores, 43'/2ºT (2-1)

ESTUDIANTES: Poletti, Fucenecco, Spadaro, Madero e Malbernat; Bilardo e Pachamé; Flores, Ribaudo (Lavezzi), Conigliaro e Juan Ramón Verón. Técnico: Osvaldo Zubeldía

PALMEIRAS: Valdir de Moraes, Baldocchi, Osmar, Geraldo e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Servílio, Tupãzinho, Suingue e Rinaldo. Técnico: Alfredo González

Árbitro: Esteban Marino (URU)

Capa da Folha de São Paulo no dia seguinte ao triunfo do Palmeiras no Pacaembu. Assim, jogo desempate garantido.
Foto: Reprodução / Jogada10

Final - Jogo de volta

Na segunda partida, no Pacaembu, o Palmeiras saiu na frente aos seis minutos, em um gol sensacional de falta de Tupãzinho, quase da intermediária. Uma bomba ao estilo Roberto Carlos que morreu no ângulo de Poletti. Só que, aos 36 minutos, o Estudiantes encaixou um contra-ataque, e um cruzamento da direita encontrou Verón livre. O artilheiro mandou a bomba para a rede, empatando o jogo.

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Contudo, aos 43, um lançamento que parecia fadado a ser rechaçado pela zaga do Estudiantes resultou num erro bizarro do zagueiro argentino. Assim, Tupãzinho se antecipou, dividiu com o goleiro Poletti, ganhou a disputa e tocou para o gol vazio. Aos 33 da etapa final, Tupãzinho, o melhor em campo, fez ótima jogada, entrou na área e iria fazer seu terceiro gol no jogo. Mas sofreu pênalti. Rinaldo cobrou e 3 a 1 no placar. Com isso, jogo extra em Montevidéu.

PALMEIRAS 3X1 ESTUDIANTES

Data: 7/5/1968

Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo (BRA)

Público estimado: 40.000

Gols: Tupãzinho, 6'1ºT (1-0); Veron, 36'/1ºT (1-1); Tupãzinho, 43'/1ºT (3-1); Rinaldo, 33'/2ºT (3-1)

PALMEIRAS: Valdir de Moraes (Pérez), Baldocchi, Osmar, Geraldo e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Servílio (China), Tupãzinho, Suingue e Rinaldo. Técnico: Alfredo González

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ESTUDIANTES: Poletti, Spadaro, Fucenecco, Madero e Malbernat; Bilardo e Pachamé; Flores (Togneri), Ribaudo, Conigliaro e Juan Ramón Verón. Técnico: Osvaldo Zubeldía.

Estudiantes-1968: Em pé: Gabriel Flores, Pachamé, Alberto Poletti, Malbernat, Ramón Aguirre Suárez, Raúl Madero e Medina; agachados: Ribaudo, Bilardo, Conigliaro, Eduardo Flores e Juan Ramón Verón.
Foto: El Gráfico/ wikimedia commons / Jogada10

Final jogo 3 - desempate

A terceira partida foi dominada pelo Estudiantes, que administrou bem a vantagem construída aos 13 minutos do primeiro tempo. Ribaudo recebeu em profundidade pela esquerda, ganhou na velocidade já na área e bateu para abrir o placar. Já aos 36 minutos do segundo tempo, a zaga do Palmeiras falhou, e Juan Ramón Verón, depois de sair da marcação, entrou livre na frente de Pérez, driblou o goleiro. Assim, marcou o gol que definiu o 2 a 0 e garantiu o primeiro dos quatro títulos do Estudiantes.

O time venceria mais duas Libertadores seguidas (69 e 70), Enfim, em 2009, ganharia o quarto caneco, sob o comando de Juan Sebastián Verón em campo. Aliás Verón pai e filho estão intimamente ligados às conquistas. Aliás, agora em 2026, Juan Sebastián Verón é o presidente do clube, em terceiro mandato.

PALMEIRAS 0X2 ESTUDIANTES

Data: 16/5/1968

Local: Estádio Centenário, Montevidéu (URU)

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Público estimado: 55.000

Gols: Ribaudo, 13'/1ºT (0-1); Verón, 38'/2ºT (0-2)

PALMEIRAS: Valdir de Moraes (Pérez), Baldocchi, Osmar, Geraldo e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Servílio (China), Tupãzinho, Suingue e Rinaldo. Técnico: Alfredo González

ESTUDIANTES: Poletti, Spadaro, Fucenecco, Madero e Malbernat; Bilardo e Pachamé; Flores (Togneri), Ribaudo, Conigliaro e Juan Ramón Verón. Técnico: Osvaldo Zubeldía

Árbitro: César Orozco (CHI)

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