O zagueiro e capitão do Palmeiras, Gustavo Gómez, questionou a decisão da CBF e dos clubes de diminuir gradualmente o limite de atletas estrangeiros no futebol brasileiro de nove para cinco até 2030. Sem rejeitar diretamente a regra, o paraguaio cobrou mais debate e a inclusão dos jogadores nessas discussões, ressaltando que profissionais de fora agregam qualidade e elevam a competitividade do país.
O zagueiro Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras, questionou a decisão de reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida no futebol brasileiro. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, o defensor paraguaio defendeu uma discussão mais aprofundada sobre a mudança aprovada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pelos clubes, incluindo o próprio Verdão, que votou favoravelmente à proposta.
A nova regra prevê a diminuição progressiva do número de atletas estrangeiros que poderão ser relacionados para os jogos. Atualmente, cada equipe pode contar com até nove jogadores de fora do país, mas esse limite será reduzido ao longo das próximas temporadas, chegando a cinco em 2030.
Ao comentar o assunto, Gómez relembrou o cenário encontrado quando chegou ao futebol brasileiro e demonstrou surpresa com a maneira como os limites foram alterados nos últimos anos. O capitão também citou uma reunião realizada anteriormente entre representantes dos jogadores e a presidência da CBF, destacando a necessidade de maior participação dos atletas nessas decisões.
"Sendo bem sincero, lembro que quando eu cheguei era quatro ou cinco estrangeiros. Há três ou quatro anos participei de uma reunião dos capitães com a presidente, de 30 a 40 minutos. Mudaram de quatro para oito, acho, e fiquei surpreendido, porque quando você vai fazer isso, tem que debater, não tem como. Perde a seriedade", declarou o defensor após o confronto.
Apesar das críticas, Gómez não se posicionou diretamente contra a redução do limite. O paraguaio ressaltou a qualidade dos jogadores estrangeiros que atuam no Brasil e a contribuição desses profissionais para o desenvolvimento da competição. "A verdade é que tem muitos jogadores bons que vêm de fora também, para somar aqui no futebol brasileiro, que é um dos mais bem avaliados do mundo", afirmou.
Por fim, o capitão reforçou que decisões desse porte precisam considerar diferentes aspectos antes de serem implementadas. "Vamos ver o que acontece no futuro. Tem que debater bem e pensar bem para tomar a melhor decisão", completou Gómez.