Conselheiro do Palmeiras pede sindicância contra Leila Pereira

Integrante do Ocupa Palestra citou punição aplicada a outro conselheiro e pediu investigação de episódios anteriores

21 out 2026 - 11h57
(atualizado às 11h59)
Resumo
O conselheiro do Palmeiras Luiz Fernando Moncau pediu abertura de sindicância contra a presidente Leila Pereira por ela ter chamado membros do clube de "meia dúzia de imbecis". A cobrança por isonomia ocorreu após a punição de nove meses aplicada ao conselheiro José Corona Neto por atritos com a dirigente. Moncau exige critérios iguais para falas ofensivas, mas o avanço do pedido ainda depende do registro oficial e da transcrição da reunião do Conselho Deliberativo.
Declaração de Leila motivou cobrança da oposição –
Declaração de Leila motivou cobrança da oposição –
Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Jogada10

O ambiente político do Palmeiras ganhou um novo capítulo na reunião do Conselho Deliberativo realizada na último segunda-feira (19), na sede social do clube. Luiz Fernando Moncau, conselheiro ligado ao grupo "Ocupa Palestra", pediu a abertura de uma sindicância contra Leila Pereira por declarações nas quais a presidente chamou alguns integrantes do clube de "meia dúzia de imbecis".

No pronunciamento, Moncau comparou o caso à punição de nove meses aplicada ao conselheiro José Corona Neto, aprovada por 121 votos a 42 pouco antes de sua fala. Corona e Leila haviam discutido em uma reunião realizada em dezembro de 2025. Na ocasião, o conselheiro questionou se outros episódios de conflito interno receberam o mesmo tratamento.

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Declaração de Leila motivou cobrança da oposição –
Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Jogada10

Cobrança por critérios iguais no Palmeiras

Ao longo de quase dez minutos no púlpito, Moncau defendeu que manifestações consideradas ofensivas sejam apuradas sem distinção entre os envolvidos. Desse modo, o conselheiro pediu que sua solicitação constasse expressamente na ata e citou outros casos que, em sua avaliação, também deveriam passar por sindicância.

A cobrança envolve uma gravação de uma reunião de conselheiros em que Leila fez referência a integrantes que haviam assinado uma manifestação crítica. Na ocasião, a presidente também afirmou que ela e o marido se sentiram ofendidos e destacou a contribuição financeira do casal em um período difícil da história do Palmeiras.

Apesar do pedido apresentado ao Conselho, no entanto, ainda não há definição sobre a abertura formal da investigação. De acordo com fontes próximas ao assunto, o passo seguinte é registrar oficialmente a solicitação e aguardar a transcrição integral da reunião de segunda-feira. Logo depois dessa etapa, somente, o clube poderá avaliar se dará andamento ao caso.

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