Allianz Parque, estádio do Palmeiras, terá novo nome? Entenda as movimentações

Executivos da WTorre avaliam que valor pago pelos naming rights da arena está ultrapassado

23 mar 2026 - 17h02
(atualizado às 17h12)
Allianz Parque, arena do Palmeiras, pode trocar de nome no futuro
Allianz Parque, arena do Palmeiras, pode trocar de nome no futuro
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Existe a possibilidade de o estádio do Palmeiras ter seu nome alterado. O banco digital Nubank tem interesse em comprar os naming rights do Allianz Parque, batizado com esse nome desde 2014, ano da inauguração da arena palmeirense.

Há mais de uma década, a WTorre, responsável pela gestão do estádio, vendeu os naming rights à seguradora Allianz por R$ 300 milhões e amarrou um contrato de 20 anos, com vigência até 2034.

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O jornal O Globo publicou no domingo que o Nubank tem negociações avançadas com a WTorre. O Estadão apurou que esse assunto tem sido comentado entre executivos do mercado financeiro. Hoje, porém, é improvável que o contrato com a Allianz seja desfeito.

O Allianz Parque foi um dos primeiros estádios do País que teve os naming rights vendidos. E o nome da seguradora alemã pegou com facilidade. Há, porém, a avaliação entre executivos da WTorre de que o valor pago está defasado para os padrões atuais, dado que o acordo é antigo. Procurada, a seguradora afirmou que não vai comentar.

A seguradora pagava, nos primeiros anos, R$ 15 milhões anuais. Mas os valores são corrigidos, ano a ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Atualmente, a Allianz desembolsa cerca de R$ 27 milhões.

Existe o entendimento de que é possível ganhar mais com a cessão dos naming rights da arena, valorizada por causa das apresentações musicais de artistas nacionais e internacionais, e que foi palco de alguns dos títulos mais importantes da história do Palmeiras nos últimos anos.

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WTorre tem contrato de 20 anos com a seguradora Allianz
Foto: JF Diorio|Estadão / Estadão

O Mercado Livre, por exemplo, paga, desde 2024, R$ 30 milhões por ano para colocar seu nome no Pacaembu, estádio que não tem recebido grandes jogos desde que foi reinaugurado.

O acordo prevê pagamentos a WTorre e também ao Palmeiras. Nos primeiros cinco anos de contrato, o clube teve direito a 5% do montante e o percentual chegou a cerca de 15% a partir de novembro de 2024.

Uma das maiores seguradoras do mundo, a Allianz também dá nome a estádios na Alemanha, Austrália, Áustria, Inglaterra, Itália e França.

Já para o Nubank o movimento é recente. A fintech anunciou no início de março a parceria com o Inter de Miami, time de Lionel Messi. Pelo acordo, a dará nome ao estádio que está sendo construído na cidade, que terá o nome de Nu Stadium, com inauguração prevista para 4 de abril.

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