Abel elogia Giay e analisa retorno de Paulinho: "Precisa de tempo"

Técnico destaca evolução do lateral argentino e fala sobre entrada gradual do atacante, que voltou aos gramados neste domingo (11)

11 out 2026 - 21h42
(atualizado às 21h42)
Resumo
Após a goleada de 4 a 1 sobre o Corinthians, Abel Ferreira elogiou o lateral Giay, autor de dois gols, destacando seu caráter e a importância da paciência com jovens como ele e Khellven diante das exigências do Palmeiras. O triunfo manteve o time na briga pelo título do Brasileirão e marcou o retorno gradual do atacante Paulinho, que voltou a jogar após dois meses lesionado e desperdiçou um pênalti.

Abel Ferreira não poupou elogios a Giay, protagonista da goleada do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Corinthians, neste domingo (11), no Nubank Parque. Afinal, o lateral-direito argentino marcou dois gols e teve papel decisivo no triunfo alviverde pelo Brasileirão, que manteve a equipe na luta pelo título.

"Se fosse seguir o que dizem, já tinha mandado o Giay embora depois de um mês. Podem ter certeza, jogadores que eu vejo que não têm futuro, não ficam no Palmeiras. Eu não abdico do caráter. Prefiro contratar um jogador inicialmente mais fraco tecnicamente, de leitura, mas com compromisso e caráter", disse.

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Paulinho, do Palmeiras, retornou aos gramados, mas perdeu um pênalti –
Paulinho, do Palmeiras, retornou aos gramados, mas perdeu um pênalti –
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

Além disso, o treinador também ressaltou a importância de ter paciência com os jogadores mais jovens do elenco. Abel citou Khellven, que não participou do Dérbi, mas vem recebendo oportunidades na equipe.

"Acho injusto falar só do Giay sem falar do Khellven. Que chegou bem, foi amassado e o último jogo que fez em casa foi muito bem. Os jogadores começam a entender o que é jogar no Palmeiras, é uma cobrança diária. Há uma cobrança nos treinos, processos, uma exigência diária", acrescentou.

Paulinho, do Palmeiras, retornou aos gramados, mas perdeu um pênalti –
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

Retorno gradual de Paulinho

Ao longo da entrevista, o português também comentou a entrada de Paulinho, que voltou a atuar após mais de dois meses afastado por lesões. O atacante entrou no segundo tempo e teve a oportunidade de marcar o quinto gol palmeirense, mas desperdiçou um pênalti. A volta aos gramados, no entanto, representa um passo importante para o camisa 10 na reta decisiva da temporada.

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"Não vou mentir, se o jogo não estivesse tão elástico, não iria entrar. Se fosse questão de justiça, quem deveria ter entrado era o Felipe. Mas felizmente o resultado estava elástico, ele treina com a equipe há três dias, muito pouco tempo. Mas temos que meter muito gelo. E ele principalmente", explicou.

"Sabe a cobrança que há nele. E na cabeça dele tem o medo de lesionar de novo. E se lesionar? Não tem problema nenhum. Quem joga no máximo, cobramos todo o dia no máximo, está mais perto de lesionar. Não tem que ter medo de lesionar. Ele precisa de tempo para participar. Ganhou 15, 20 minutos", completou.

"O próximo jogo, vai ditar se vai jogar ou não. Se perguntam a mim como treinador se era justo ele bater o pênalti, não era… ainda. Mas ele tem um grupo de colegas. Um ou outro pode ter ficado chateado por bater, mas fizeram uma reunião de condomínio, quatro ou cinco. Eles decidiram. Tem um grupo de homens do caneco. Falhou, está chateado, mas tem um grande grupo. Porque senão não deixariam bater e bateria outro", finalizou.

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