O Palmeiras considerou desproporcional a suspensão de três jogos imposta pelo STJD a Abel Ferreira após ele chutar um microfone. A diretoria alega falta de isonomia do tribunal, citando casos mais brandos com outros técnicos, como Fernando Diniz, e aponta peso excessivo ao histórico do português. Embora cobre internamente mais autocontrole de seu treinador devido a reações impulsivas na área técnica, o clube contesta a pena que o deixará fora do Brasileirão até o clássico de outubro.
A decisão do STJD que ampliou a suspensão de Abel Ferreira para três jogos provocou forte reação nos bastidores do Palmeiras. A diretoria alviverde considera a punição exagerada e entende que o treinador recebeu um tratamento diferente de outros profissionais envolvidos em episódios disciplinares.
Segundo informações da ESPN Brasil, o clube passou a questionar internamente a chamada falta de isonomia no julgamento. Para os dirigentes, houve uma diferença considerável entre a punição aplicada ao português e decisões anteriores envolvendo outros técnicos.
Um dos exemplos citados pelo Palmeiras é Fernando Diniz, atualmente no Corinthians. O treinador já foi julgado por episódios envolvendo conduta inadequada, entre eles um tapa no braço de um jogador do Athletico-PR e reclamações direcionadas à arbitragem. Nos casos lembrados pelo clube paulista, Diniz acabou absolvido pelo tribunal.
A comparação é utilizada para questionar a decisão contra Abel. O Palmeiras entende que o chute em um microfone durante a partida contra o Mirassol não deveria resultar em uma suspensão tão pesada, especialmente porque o episódio não gerou punição durante a própria partida.
O clube também considera que o histórico de Abel acabou tendo peso excessivo no julgamento. Em abril deste ano, o treinador recebeu seis jogos de suspensão após duas expulsões. Na avaliação interna do Verdão, o tribunal estaria levando em consideração episódios anteriores para analisar uma nova ocorrência.
Outro argumento apresentado envolve a Conmebol. Em situação semelhante, quando Abel chutou um microfone durante um jogo contra o Cerro Porteño pela Libertadores, a entidade sul-americana aplicou uma advertência, multa e determinou o pagamento pelo equipamento.
Apesar da insatisfação com o STJD, a diretoria do Palmeiras não trata Abel Ferreira como vítima em todos os episódios. O comportamento do treinador também é alvo de cobranças internas, principalmente pelas reações impulsivas na área técnica.
O clube entende que Abel precisa controlar melhor esse tipo de atitude para evitar novos desfalques. O próprio treinador já reconheceu, em conversas internas e manifestações públicas, que precisa se policiar.
A diferença está na avaliação da pena aplicada pelo tribunal. Para o Palmeiras, cobrar o treinador é uma coisa, considerar a punição desproporcional é outra. Com três jogos de suspensão definidos, Abel ficará fora do Brasileirão e voltará justamente no clássico contra o Corinthians, em 11 de outubro.