MotoGP: Joan Mir critica punição por pressão dos pneus e chama penalização de “ridícula”

Piloto da Honda terminou em segundo na pista, mas foi punido após a corrida e ficou sem os 20 pontos conquistados

21 mai 2026 - 12h07
Joan Mir perdeu o pódio no GP da Catalunha após punição por pressão irregular dos pneus
Joan Mir perdeu o pódio no GP da Catalunha após punição por pressão irregular dos pneus
Foto: Honda / Reprodução

O espanhol Joan Mir viveu um domingo de contrastes no GP da Catalunha de MotoGP. Após cruzar a linha de chegada na segunda colocação em uma corrida marcada pelo caos e por duas bandeiras vermelhas, o piloto da Honda acabou perdendo o pódio devido a uma penalização por pressão irregular dos pneus Michelin, decisão que classificou como “ridícula”.

Na pista, Mir havia conquistado seu melhor resultado da temporada ao terminar atrás de Fabio Di Giannantonio, que celebrou sua primeira vitória na MotoGP em 2026, e à frente de Fermín Aldeguer, que voltou a figurar entre os primeiros colocados.

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No entanto, pouco depois das comemorações, veio a reviravolta: o espanhol foi penalizado por não cumprir os parâmetros mínimos de pressão dos pneus, perdendo os 20 pontos conquistados e sendo retirado oficialmente do pódio.

Durante os testes realizados nesta segunda-feira (21), no Circuito de Barcelona-Catalunha, Mir comentou pela primeira vez a decisão da direção de prova e não escondeu a frustração.

“Considero este pódio como meu. Entendo as diretivas da Michelin, mas com duas largadas e o procedimento de arranque rápido, não é fácil manter os pneus sob controlo. É algo que deve ser analisado no futuro, porque não é normal seis pilotos serem investigados”, afirmou.

O piloto da Honda foi ainda mais incisivo ao avaliar a punição aplicada.

“A penalização é ridícula. Eu não ganhei nenhuma vantagem e o preço a pagar é demasiado alto. Aplicaram-nos a penalização máxima possível como se fosse um Grande Prémio normal, mas a corrida teve apenas 12 voltas. De qualquer forma, estas são as regras e temos de as aceitar”, declarou.

Segurança em debate após acidentes graves

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Além da controvérsia envolvendo a punição, o GP da Catalunha reacendeu discussões sobre segurança após os acidentes sofridos por Álex Márquez e Johann Zarco, que provocaram duas interrupções da corrida.

Mir reconheceu que os próprios pilotos precisam participar mais ativamente das reuniões da Comissão de Segurança da MotoGP, admitindo que a categoria perdeu força coletiva ao se afastar desse espaço de debate.

“O que o Pecco e o Luca dizem é verdade, têm toda a razão: nós não vamos às reuniões da Comissão de Segurança. Já falámos de muitas coisas e muitas vezes não fomos ouvidos. Assim, os pilotos acabam por perder confiança”, disse.

“Ainda assim, também foi uma falha da nossa parte, porque não fizemos ouvir suficientemente a nossa voz. A partir de agora vou fazer tudo para participar nessas reuniões. É o único momento em que podemos estar unidos e defender os nossos interesses”, acrescentou.

Proposta para reduzir riscos em Barcelona

Pensando em evitar novos acidentes, Mir também sugeriu mudanças no traçado e na organização da largada no Circuito de Barcelona, especialmente na aproximação da Curva 1, considerada um dos pontos mais críticos da pista.

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“No geral, temos de garantir que a grelha de partida fique mais próxima da primeira curva. Quer cheguemos em quinta ou em terceira velocidade, o espetáculo será o mesmo”, avaliou.

Segundo o espanhol, as condições do asfalto também contribuíram para o elevado número de quedas no fim de semana.

“Além disso, nesta pista o asfalto está bastante desgastado. Com as temperaturas baixas deste fim de semana, era inevitável haver várias quedas”, concluiu.

A punição a Joan Mir reacende o debate sobre a aplicação das regras de pressão mínima dos pneus na MotoGP, especialmente em corridas atípicas, com interrupções e relargadas, e amplia a pressão para que a categoria reveja tanto seus protocolos técnicos quanto as condições de segurança em alguns de seus circuitos mais tradicionais.

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