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KTM até vence, mas decepciona e fica abaixo da expectativa na temporada 2021 da MotoGP

Apesar das vitórias de Miguel Oliveira e Brad Binder, a fábrica austríaca ficou longe da boa expectativa criada em 2020 e fechou a temporada à frente apenas da Aprilia na classificação do Mundial de Construtores

27 nov 2021 12h06
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KTM não teve muitos momentos de celebração em 2021
Foto: KTM / Grande Prêmio

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A KTM decepcionou na temporada 2021 da MotoGP. Depois de vencer três vezes e fechar 2020 à frente até da gigante Honda ― que, ok, estava desfalcada de Marc Márquez ―, a marca de Mattighofen teve poucos momentos de destaque no ano, mas, em geral, pintou 2021 com uma cor para lá de opaca.

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Ao longo do campeonato deste ano, os austríacos somaram 214 pontos no Mundial de Construtores, só 14 a mais do que no ano passado, quando foram disputados 14 GPs aos invés dos 18 deste ano. Em média, foram 14,28 pontos conquistados por corrida no ano passado, contra 11,88 de 2021.

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Brad Binder foi quem salvou a KTM no fim de 2021 (Foto: KTM)

Se a média de pontuação tivesse sido a mesma de 2020 nesta temporada, a KTM chegaria a 257,4 pontos, o que a colocaria na terceira colocação do campeonato, atrás apenas de Ducati e Yamaha.

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No Mundial de Equipes, a esquadra de fábrica até pontuou melhor em 2021 ― 222 contra 245 ―, mas média de pontos por corrida baixou de 15,85 para 13,61. No caso da Tech3, a diferença foi ainda maior: de 152 no ano passado, para só 76 em 2021, com a média despencando de 10,85 para 4,22.

Uma das mudanças mais significativas para 2021 foi na composição das equipes. Pol Espargaró partiu para a Honda, então Miguel Oliveira foi promovido ao time principal para formar par com Brad Binder. Assim, Danilo Petrucci foi o escolhido para compor a Tech3 com Iker Lecuona.

Na KTM, a mudança não foi muito sentida e o nível do time permaneceu basicamente o mesmo. A escuderia de Hervé Poncharal, porém, foi muito impactada com a saída de Oliveira, responsável por mais de 82% dos pontos da equipe em 2020. Isso porque Petrucci nunca se encaixou com a RC16, uma moto que era pequena demais para o tamanho do piloto de 1,81 metro e 80 kg.

A maior dificuldade, porém, foi a falta de encaixe entre o chassi novo e os pneus Michelin de 2021. A partir de Mugello, a chegada de um novo quadro abriu caminho para a melhora, com um segundo lugar de Oliveira na Itália, seguido por uma vitória na Catalunha e outro segundo lugar na Alemanha. O outro grande momento do ano aconteceu na Áustria, quando Binder venceu de maneira espetacular, mantendo slicks em uma pista molhada.

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Depois disso, os resultados foram mais apagados, o culminou com uma temporada abaixo da expectativa. Binder fechou o ano em sexto, com Oliveira em 14º, Lecuona em 20º e Petrucci em 21º.

Para 2022, serão muitas mudanças, começando pela troca total da Tech3, que agora terá Remy Gardner e Raúl Fernández, campeão e vice da Moto2 neste ano. Mas não é só isso. Mike Leitner deixou o comando, mas ainda não tem um substituto confirmado. De acordo com o jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o escolhido é Francesco Guidotti, da Pramac, o que resultaria em uma impactante mudança de filosofia, já que não se trata de um engenheiro comandando a equipe.

Pelo que se viu nos testes de pós-temporada, a RC16 ainda não tem um caminho claro a seguir, com algumas partes soltas aprovadas pelos pilotos. No entanto, a KTM já provou ter capacidade de desenvolvimento, segue contando com o talento de Dani Pedrosa como piloto de testes e tem em Binder e Oliveira a experiência necessária para achar um rumo.

2021 pode ter sido só um tropeço em uma escalada ascendente dos austríacos na MotoGP, mas será preciso acertar bem a mão para reagir em uma MotoGP de marcas mais e mais competitivas.

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