A Comissão do Grande Prêmio divulgou, nesta quinta-feira (30), uma série de decisões que impactam diretamente o futuro da MotoGP e das categorias de base. As medidas foram definidas em reuniões realizadas entre março e abril de 2026 e trazem alterações técnicas, esportivas e regulatórias.
O grupo responsável pelas decisões é composto por representantes da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), da Associação Internacional de Equipes de Corrida (IRTA), da Associação de Fabricantes (MSMA) e da própria organização da MotoGP.
Fim dos wildcards na MotoGP a partir de 2027
Uma das mudanças mais significativas é o fim das participações por wildcard na MotoGP a partir da temporada de 2027. A regra valerá para todos os fabricantes, independentemente do nível de concessões técnicas.
Por outro lado, as categorias Moto2 e Moto3 continuarão permitindo esse tipo de participação especial.
Restrições já valem para 2026
Com efeito imediato, a Comissão também determinou que equipes inscritas como wildcard na MotoGP em 2026 não poderão utilizar motos com especificações previstas para 2027, que incluem motores de 850cc.
Mudança no procedimento de largada
Outra alteração importante diz respeito ao protocolo de largada. Em casos de atraso (Start Delayed), o cronograma para a volta de aquecimento passará a ser retomado a partir da placa de 5 minutos — e não mais na de 3 minutos, como era anteriormente.
Monitoramento de pressão dos pneus continua
O sistema de monitoramento da pressão dos pneus, já utilizado atualmente, seguirá obrigatório na MotoGP também a partir de 2027, reforçando o controle técnico e a segurança nas corridas.
Novidade para Moto2 e Moto3
Nas categorias Moto2 e Moto3, os pilotos passam a ter autorização para utilizar monitores de frequência cardíaca. O uso será opcional e poderá contribuir para análises de desempenho físico dos competidores.
Ajustes técnicos e regulatórios
A Comissão também promoveu ajustes na redação de regras relacionadas a testes extras para pilotos da MotoGP após lesões, além de atualizações nos regulamentos de homologação dos sistemas eletrônicos, como a unidade de medição inercial (IMU).