O atleta de 25 anos, novo orgulho brasileiro no esqui alpino, liderou a primeira descida do slalom gigante em Kranjska Gora e conseguiu administrar a vantagem na segunda descida, disputada com sol intenso.
Lucas Pinheiro Braathen mostra confiança após seu histórico ouro olímpico em Milão-Cortina, quando conquistou a primeira medalha do esporte latino-americano em Jogos de Inverno. Sólido e preciso, terminou à frente do suíço Loïc Meillard (a 54 centésimos) e do austríaco Stefan Brennsteiner (a 80 centésimos).
Esta foi a sétima vitória do atleta em etapas da Copa do Mundo, sendo a terceira no slalom gigante e a segunda na atual temporada. Em novembro de 2025, havia vencido a etapa de slalom de Levi, na Finlândia.
Briga pelo Globo de Cristal
Com mais essa vitória, o brasileiro entra também na briga pelo Globo de Cristal da modalidade. Ele está a apenas 48 pontos (495 a 447) do líder suíço Marco Odermatt, que neste sábado terminou em um decepcionante quinto lugar.
O título do slalom gigante será decidido na última etapa da Copa do Mundo, em Lillehammer (Noruega), no fim de março. Três candidatos estão na disputa. Além de Odermatt e Pinheiro Braathen, o suíço Loïc Meillard também luta pelo Globo de Cristal, a 89 pontos de seu compatriota. A vitória em cada prova vale 100 pontos.
Orgulho brasileiro
Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina entraram para a história do esporte brasileiro com a medalha de ouro inédita, conquistada por Lucas Pinheiro Braathen. Nascido em Oslo, de pai norueguês e mãe brasileira, o atleta competia pela Noruega antes de defender o Brasil.
Em 2023, ele surpreendeu a todos ao anunciar sua aposentadoria precoce, após entrar em desacordo com a Federação Norueguesa de Esqui sobre questões ligadas à sua imagem e liberdade de expressão. Depois disso, decidiu representar o Brasil.
Amante de música e de moda, ele foge dos padrões tradicionais do esqui alpino, fazendo questão de mostrar sua personalidade. Ele costuma comemorar suas vitórias com samba. O atleta dançou e vibrou como porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026 e não conteve a emoção ao ouvir o Hino Nacional Brasileiro pela primeira vez em um pódio dos Jogos de Inverno.
Sua imagem cativante, somada ao desempenho, atrai fãs e admiradores do mundo inteiro.
Com AFP